01/07/2026
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Operação contra o PCC prende dois em presídio de MS

Operação contra o PCC prende dois em presídio de MS

Duas pessoas foram presas em Mato Grosso do Sul durante a Operação Coluna Sul, deflagrada nesta quarta-feira (1º) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) de Santa Catarina. No cumprimento dos mandados no Estado, também foram apreendidos diversos celulares e porções de maconha no Estabelecimento Penal Jair Ferreira Carvalho, conhecido como presídio de segurança máxima, em Campo Grande.

A ação mira integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) investigados pelo Ministério Público de Santa Catarina. Segundo o coordenador estadual do Gaeco, Wilson Paulo Mendonça Neto, trata-se da maior operação já realizada pelo grupo, com o cumprimento simultâneo de mandados em seis estados.

De acordo com o delegado Roberto Marin Fronza, a fase deflagrada nesta quarta-feira é resultado de uma investigação iniciada em 2024, baseada na análise de provas reunidas em apurações conduzidas desde 2021. A partir desse trabalho, os investigadores identificaram dezenas de suspeitos ligados à organização criminosa em diferentes estados, o que levou ao cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão.

Ainda conforme o delegado, as prisões e os materiais apreendidos nesta fase vão subsidiar o avanço das investigações e poderão embasar novas etapas da operação.

Ao todo, a Operação Coluna Sul resultou em 99 prisões em Santa Catarina, sendo 71 dentro do sistema prisional, 39 em liberdade e uma em flagrante. No Rio Grande do Sul foram cinco presos, dos quais dois em flagrante; no Paraná, oito; em São Paulo, 12, incluindo três em flagrante; em Minas Gerais, uma prisão em flagrante; e, em Mato Grosso do Sul, duas pessoas foram presas.

Durante o cumprimento dos mandados no Paraná, equipes foram recebidas a tiros por suspeitos. Houve confronto, mobilizando reforço policial, e um integrante da facção morreu após atirar contra os agentes com uma pistola equipada com seletor de rajada.

Os celulares, drogas e demais materiais apreendidos serão submetidos à perícia da Polícia Científica de Santa Catarina. Após a conclusão dos laudos, as evidências serão analisadas pelo Gaeco para dar continuidade às investigações conduzidas pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital.