06/02/2026
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Líderes europeus decidem financiar Ucrânia em 2026

Os líderes da União Europeia (UE) decidiram, em uma reunião realizada na última sexta-feira, financiar a Ucrânia com 90 bilhões de euros para os anos de 2026 e 2027. A confirmação da decisão foi feita pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, que informou nas redes sociais sobre o acordo alcançado após uma cúpula que durou mais de 15 horas em Bruxelas, na Bélgica.

António Costa destacou a urgência da medida, mencionando que a UE oferecerá um empréstimo garantido pelo orçamento do bloco. Isso significa que a União poderá usar seus ativos imobilizados para pagar esse empréstimo. Além disso, ele afirmou que a Comissão Europeia vai continuar trabalhando em um empréstimo de reparação que será baseado nos ativos da Rússia que foram congelados devido às sanções.

Após a reunião, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, também comentou sobre o assunto em uma coletiva de imprensa. Ele explicou que o empréstimo destinado à Ucrânia virá do mercado de capitais, o que, segundo ele, simplificará o processo. Merz havia expressado anteriormente a preferência por utilizar os ativos da Rússia, que estão imobilizados, ao invés de criar nova dívida pelo orçamento da União Europeia.

Ambos, Merz e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, consideraram a possibilidade de usar os ativos russos, mas essa proposta não obteve apoio suficiente entre os países membros após intensas discussões. Merz ressaltou que os ativos russos permanecerão congelados até que a Rússia pague reparações à Ucrânia pela invasão.

Ele também esclareceu que a Ucrânia só precisará reembolsar o empréstimo após o pagamento das reparações pela parte russa. Se a Rússia não cumprir com essa obrigação, a UE usará os ativos russos imobilizados de acordo com o Direito Internacional para quitar o valor do empréstimo.