A médica veterinária e influenciadora Raylane Diba Ferrari, presa em flagrante em Campo Grande por vender shampoo de cavalo como cosmético para humanos, pediu à Justiça a liberdade provisória alegando claustrofobia. A defesa afirma que a condição psicológica pode piorar no ambiente carcerário, causando crises de ansiedade e pânico.
Os advogados Ângelo Lourenzo D’Amico Bezerra e Gervásio Afonso de Oliveira Neto sustentam que o cárcere, por ser fechado e com ventilação limitada, representa risco à saúde psíquica da investigada. Eles também destacam que ela tem uma filha de 2 anos. O pedido inclui o relaxamento da prisão ou a aplicação de medidas cautelares.
No documento, a defesa argumenta que Raylane é ré primária, sem antecedentes criminais, possui residência fixa e exerce atividade lícita. Para os advogados, essas condições pessoais favoráveis afastam qualquer risco à ordem pública ou à instrução criminal.
O pet shop da influenciadora permaneceu fechado na manhã de terça-feira (5). Vizinhos ouvidos pela reportagem disseram nunca ter comprado nada no local.
Prisão
Raylane foi presa na segunda-feira (4) após investigação da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo). Segundo o delegado Wilton Vilas Boas, o pet shop, no Bairro Universitário, funcionava como uma fábrica de cosméticos irregulares. Foram apreendidos ao menos 65 frascos de produtos adulterados, feitos com substâncias veterinárias e vendidos como tônicos capilares e pomadas para uso humano.
As investigações começaram após denúncia ao CRMV-MS (Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso do Sul). Os produtos eram divulgados nas redes sociais da influenciadora, que tem milhares de seguidores e vendia as fórmulas para clientes de vários estados.
Raylane optou por ficar em silêncio durante o depoimento e aguarda audiência de custódia.
