Do café da manhã ao celular na palma da mão, do combustível no tanque às roupas no armário, a indústria está presente em todas essas experiências. O setor, que transforma matéria-prima em valor agregado, sustenta um em cada quatro empregos formais em Mato Grosso do Sul e é celebrado neste 25 de maio como um pilar do desenvolvimento econômico e social do estado.
A indústria é responsável pelo emprego de 177 mil trabalhadores com carteira assinada e por 22,4% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Nos últimos anos, foi o segmento que registrou maior expansão e é a segunda atividade econômica privada em participação no PIB. Dados do Observatório da Indústria da Fiems mostram que o PIB industrial sul-mato-grossense é de R$ 36,1 bilhões, o equivalente a 1,5% da indústria nacional.
“Precisamos comemorar. Mato Grosso do Sul é a bola da vez, e os números impressionantes do crescimento econômico projetam nosso estado no cenário nacional e internacional”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen. “Quando a indústria transforma e agrega valor à produção, ela transfere riqueza para a sociedade. Todos nós ganhamos quando a indústria vai bem.”
Os salários pagos pelo setor superam a média estadual. O salário nominal médio pago pela indústria é de R$ 3.130, e a massa salarial total é estimada em R$ 7,1 bilhões. Com taxa de desocupação de 3,77% para o 1º trimestre de 2026, Mato Grosso do Sul ocupa o 7º lugar no ranking nacional, em um cenário de pleno emprego.
A atuação da Fiems, por meio do Sesi, Senai e IEL, tem sido estratégica para atrair e potencializar investimentos. “A Fiems tem o compromisso com as indústrias para dar suporte à qualificação profissional, bem como oferecer educação de qualidade para as famílias desses trabalhadores”, reforçou Longen.
Considerado um dos estados de maior dinamismo econômico do país, Mato Grosso do Sul reúne mais de R$ 115 bilhões em investimentos entre 2023 e 2030. Desse total, R$ 27 bilhões já foram concluídos, R$ 60 bilhões estão em execução e outros R$ 29 bilhões estão previstos, com potencial de gerar ao menos 18 mil empregos diretos apenas na fase de operação. O crescimento é impulsionado por setores como celulose, bioenergia, mineração, fertilizantes, fármacos e agroindústria.
Projetos de grande porte estão distribuídos em diferentes regiões, como as novas fábricas de celulose da Arauco e Bracell, a ampliação da produção mineral em Corumbá e a retomada da unidade de fertilizantes da Petrobras em Três Lagoas. “Esse cenário é reflexo direto do ambiente de negócios favorável consolidado em Mato Grosso do Sul, construído em parceria entre a iniciativa privada e o setor público”, destacou Longen.
No comércio exterior, a indústria responde por 73% das exportações do estado, com receitas de US$ 7,82 bilhões no ano passado. Os principais segmentos foram celulose e papel (US$ 3,1 bilhões, ou 40%), complexo frigorífico (US$ 2,5 bilhões, ou 32%), sucroenergético (US$ 806 milhões, ou 10%), processamento de soja e milho (US$ 561 milhões, ou 7%) e mineração (US$ 437 milhões, ou 6%). Os países que mais importaram foram China (US$ 2,63 bilhões, ou 37%), Estados Unidos (US$ 488,9 milhões, ou 7%), Países Baixos (US$ 400,7 milhões, ou 6%), Itália (US$ 400 milhões, ou 6%) e Uruguai (US$ 345,6 milhões, ou 5%).
