03/07/2026
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Câmera registra som da queda de avião que matou dois em Campo Grande

Câmera registra som da queda de avião que matou dois em Campo Grande

Uma câmera de segurança de uma casa em um condomínio registrou o som da queda do avião Seneca, modelo bimotor, que caiu na manhã desta sexta-feira (3) no Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande. A aeronave tinha como destino o Pantanal de Mato Grosso do Sul.

No vídeo, é possível ouvir o avião decolando por volta das 6h20. Segundos depois, o som da aeronave desaparece e, em seguida, é registrado o barulho do impacto.

Dois corpos foram encontrados nos destroços. As vítimas, um homem e uma mulher, estavam presas às ferragens. Até o momento, elas ainda não foram oficialmente identificadas.

Os destroços foram localizados por um funcionário do hangar, que fazia buscas a pé desde as primeiras horas da manhã. O avião estava do lado direito da pista, em uma área de mata próxima ao Condomínio Atlântico.

A equipe de resgate do Corpo de Bombeiros estava no hangar quando recebeu a informação sobre a localização da aeronave. Parte dos militares seguiu a pé pela pista até o ponto da queda, enquanto outra equipe foi até o local em uma caminhonete do hangar.

A aeronave ficou completamente destruída, com partes espalhadas pela área. Também havia forte cheiro de combustível, o que exigiu cuidado das equipes durante o atendimento. As causas da queda ainda estão sendo apuradas.

Conforme consulta ao RAB (Registro Aeronáutico Brasileiro), da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), a aeronave de matrícula PT-WYQ aparece como modelo NEIVA EMB-810D, fabricada em 1983, com situação normal. O CVA (Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade) tem validade até 4 de junho de 2027.

O registro informa ainda que o avião estava autorizado para voo IFR (regras de voo por instrumentos) noturno, modalidade em que a navegação pode ser feita com apoio dos instrumentos da aeronave, inclusive à noite. Não há gravame apontado, ou seja, não consta restrição financeira ou jurídica sobre o avião.

Na aba de operadores e autorizações, a aeronave aparece vinculada à Amapil Taxi Aéreo Ltda-EPP. O operador consta como privado e o certificado de aeronavegabilidade é do tipo CA padrão.

Quanto à operação, o registro indica autorização para atividade comercial sob o RBAC (Regulamento Brasileiro da Aviação Civil) nº 135, norma relacionada ao serviço de táxi aéreo. A aeronave não aparece autorizada para operação regular, ou seja, voos com rotas e horários fixos.

Também constam como não autorizados o SAE (Serviço Aéreo Especializado) e os voos de instrução sob o RBAC nº 141, voltado a escolas e centros de treinamento de aviação civil. A operação comercial sob o RBAC nº 121, geralmente ligada a voos regulares de empresas aéreas, também não está autorizada. O Seneca é um bimotor usado em voos executivos, táxi aéreo, treinamento e deslocamentos regionais.