A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (30) a Operação Fraudis para investigar suspeitas de fraude em concurso público da própria instituição. Os mandados foram cumpridos em Cascavel (PR), mas o caso tem ligação direta com Campo Grande, onde os investigados realizaram as provas.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal de Mato Grosso do Sul. As diligências ocorreram nas residências dos suspeitos no interior do Paraná, resultando na apreensão de celulares e computadores que devem auxiliar no esclarecimento da possível fraude.
As investigações tiveram início no Paraná, mas foram posteriormente encaminhadas à Justiça Federal em Campo Grande, depois da descoberta do local onde os candidatos suspeitos fizeram as provas. A apuração busca identificar como teria ocorrido a irregularidade e se há outros envolvidos no esquema.
Em nota, a Polícia Federal informou que as investigações continuam para dimensionar a extensão das fraudes e responsabilizar os alvos.
As últimas provas para ingresso na PF aconteceram em junho, quando candidatos para a área administrativa foram testados, e julho do ano passado, quando os inscritos para os cargos de agente, escrivão, perito, papiloscopista e delegado fizeram os exames aplicados pelo Cebraspe (Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos) em todas as capitais brasileiras.
Com salários iniciais entre R$ 14.164,81 e R$ 26.800,00, além de benefícios como auxílio-saúde, alimentação e adicional de fronteira em alguns casos, o concurso para a área policial atraiu 218.821 candidatos em todo o país.
Em outras notícias relacionadas, o MPF quer nova avaliação de candidatos com deficiência em concurso da PF. Também foi noticiado que um professor demitido da UFMS após estupro está entre aprovados no mesmo concurso. A estabilidade e os salários de até R$ 26 mil atraem candidatos, e a legislação foi apontada como o “maior desafio” do concurso por candidatos ouvidos.
