Uma familiar de paciente atendido no Caps AD (Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e Drogas), na região central de Campo Grande, denuncia infestação de percevejos na unidade. Segundo ela, que terá a identidade preservada, quartos e colchões estariam tomados pelos insetos.
“Está muito nojento de ver, ele está todo picado, todos os pacientes estão sendo picados, os funcionários também”, relata.
A mulher afirma que o local passou por dedetização na última semana, porém o procedimento teria sido realizado com a presença de pacientes e funcionários, o que provocou reações alérgicas em alguns deles.
Sem saber precisar quando o problema começou, ela diz que a infestação já dura semanas. De acordo com o relato, a situação teria começado em um leito, atualmente interditado, e teria se espalhado para outros quartos.
Além dos percevejos, a familiar aponta a presença de baratas, inclusive na sala dos funcionários. “Falaram que pediram providências, que mandaram dedetização, colocaram os colchões para fora e bateram para os bichos saírem, mas não adianta. Até os funcionários foram picados na sala de medicação. Depois que dedetizaram, quando foram limpar não saiu nem barata morta”, comentou.
Ainda conforme a denunciante, os pacientes recebem medicação para tratar as picadas, mas continuam expostos ao problema. “Sabemos que a situação das pessoas que frequentam lá não é das melhores, muito morador de rua que fica internado, mas são seres humanos e não podem ficar assim”, opina.
A Prefeitura de Campo Grande foi procurada pela reportagem, mas não respondeu até a publicação. O espaço segue aberto para manifestação.
Em outro caso relacionado à saúde mental na cidade, a prefeitura rebateu o Ministério Público e defendeu a legalidade na construção de um novo Caps no bairro Guanandi. O MP havia pedido a suspensão da obra, mas a administração municipal afirma que todos os procedimentos legais foram seguidos.
