01/08/2026
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Nelsinho desiste ao Senado e fortalece grupo de Riedel

Nelsinho desiste ao Senado e fortalece grupo de Riedel

Aliados políticos avaliaram como uma decisão difícil, mas que fortalece o grupo, a desistência do senador Nelsinho Trad (PSD) da disputa pela reeleição. Ele aceitou ser o primeiro suplente de Reinaldo Azambuja (PL) na chapa ao Senado. A avaliação foi feita durante a mega-convenção realizada na manhã deste sábado (1º), no Bairro Cidade Jardim, em Campo Grande. O evento reúne sete partidos para confirmar a candidatura à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).

O presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP), afirmou que a trajetória de Nelsinho e a impossibilidade de acomodar três candidaturas ao Senado na mesma coligação pesaram na escolha. Segundo ele, o senador poderia ter seguido em candidatura separada, mas preferiu permanecer no grupo que sustenta o projeto de reeleição de Riedel. “Nós, quando temos um projeto e um propósito, temos que olhar para o coletivo. O coletivo é mais importante do que o individual”, disse.

O deputado estadual Pedro Caravina (PSDB) classificou a escolha como acertada. Para ele, Nelsinho enfrentaria dificuldades em uma campanha isolada, já que sempre esteve próximo do grupo de Riedel. “Campanha política você não consegue fazer individualmente, tem que fazer com o grupo”, declarou. A deputada federal Rose Modesto (União Brasil) avaliou que a intenção do senador foi preservar a lealdade aos aliados. “Ele continua contribuindo como primeiro suplente”, disse.

O deputado federal Dagoberto Nogueira (PP) afirmou que a entrada de Nelsinho na suplência deixa a chapa mais competitiva. “Acho que foi uma jogada de mestre do Reinaldo”, declarou. O deputado estadual Eduardo Rocha (PSDB) disse que Reinaldo sai fortalecido da negociação. O ex-deputado Carlos Marun (MDB) foi a única voz dissonante. Ele afirmou que a desistência retira da disputa uma opção eleitoral de centro no estado.

Nelsinho oficializou a desistência na noite de sexta-feira (31). O acordo foi construído depois que ficou claro que não haveria espaço para três candidatos ao Senado na mesma coligação. A alternativa seria o PSD lançar Nelsinho de forma isolada, hipótese considerada pouco estratégica. Ao aceitar a suplência, o senador manteve o PSD ligado ao grupo governista e evitou uma divisão entre aliados. O mandato atual de Nelsinho termina em fevereiro de 2027. Ele afirmou que continuará exercendo a função até o fim.

O ex-governador André Puccinelli (MDB) disse que ficou surpreso com a notícia. “A única coisa que posso dizer agora é que fiquei muito surpreso. Ainda não caiu a minha ficha. Fiquei surpreso, fiquei estarrecido”, afirmou.

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