18/07/2026
Mundo das Notícias»Insights»Indefinição sobre suplências de Tebet e Marina

Indefinição sobre suplências de Tebet e Marina

Mais de 20 dias após o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, ter confirmado Simone Tebet, do PSB, e Marina Silva, da federação PSOL-Rede, na chapa da esquerda que disputará o Senado pelo estado, as ex-ministras ainda não definiram as suplências.

A indefinição pode virar um novo ponto de tensão nas chapas desenhadas por Haddad, já que existe a possibilidade de Tebet e Marina reassumirem ministérios do governo federal em uma eventual reeleição do presidente Lula.

O próprio PT, partido de Haddad, ainda não foi contemplado na composição ao Senado. A lista de pretendentes conta com PDT, PV e PCdoB, além de outras siglas como PSOL, Rede e PSB, ligados diretamente às pré-candidatas.

Esse não é o primeiro impasse na composição da chapa. Nos bastidores, outro ponto de insatisfação é que o PSB, apesar da inclusão de Tebet na chapa, não ficou contente com a indicação de Márcio França para a vice de Haddad. Para este grupo, as posições deveriam ter sido invertidas, com Tebet na vice e França na disputa ao Senado.

A ideia também foi defendida por Márcio França, que preferia a corrida ao legislativo federal. Diante de sinalizações de que ficaria com a vice, França chegou a declarar que aceitaria a suplência de Tebet, colega de partido.

Todos os partidos envolvidos na negociação já se movimentam nos bastidores pelas indicações para a suplência. Na avaliação interna, a projeção da campanha é que ao menos uma das vagas ao Senado seja conquistada pela chapa de Haddad.

Segundo a última pesquisa Datafolha, Marina e Tebet lideram a corrida ao Senado em empate técnico, seguidas pelo deputado federal Ricardo Salles, do Novo, André do Prado, do PL, e Guilherme Derrite, do PP.