15/05/2026
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Homem morto a facadas ao pedir desculpas por usar roupa sem autorização

Um homem de 46 anos, identificado como Cleber Roberto da Silva, foi morto a facadas na madrugada de quinta-feira (14) na Vila Nhanhá, em Campo Grande. Segundo a Polícia Civil, antes de morrer, ele tentou se desculpar por ter usado roupas do autor do crime sem permissão.

Cleber foi encontrado caído na Rua Eduardo Perez por volta das 4h, já sem vida. Equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) confirmaram o óbito no local. A perícia constatou que o golpe de punhal atingiu diretamente o coração da vítima.

De acordo com a investigação, após ser ferido, Cleber retirou a bermuda que vestia e pediu desculpas ao suspeito. O autor do crime, de 35 anos, foi preso em flagrante pela DHPP (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios e de Proteção à Pessoa) menos de 24 horas depois do assassinato. A polícia informou que ele estava em liberdade havia apenas dois dias, após deixar a prisão por roubo. O nome do suspeito não foi divulgado.

Testemunhas ajudaram a identificar as características físicas e as roupas do suspeito. Moradores relataram que, após o crime, o homem comentou que iria se abrigar na casa de um familiar, no Bairro Monte Líbano. Os investigadores localizaram o suspeito por volta do meio-dia de quinta-feira, quando ele saía de uma padaria no Monte Líbano. Durante a abordagem, ele confessou o assassinato e disse que matou Cleber porque a vítima vestiu uma bermuda e uma camiseta dele sem autorização.

Ainda de acordo com a DHPP, o homem indicou onde havia escondido a arma do crime, um punhal com manchas de sangue na lâmina, que foi encontrado dentro de um padrão de energia. No interrogatório, o suspeito descreveu o assassinato “com frieza” e confessou novamente o homicídio. Ele foi autuado em flagrante por homicídio qualificado por motivo fútil e por recurso que dificultou a defesa da vítima. A Polícia Civil também pediu a conversão da prisão em preventiva.

O crime ocorreu em uma região conhecida pela violência e pelo tráfico de drogas. Moradores da Vila Nhanhá relataram conviver diariamente com medo, gritos durante a madrugada e movimentação policial frequente. “Acordar e ter um esfaqueado na porta não é normal, mas aqui acabou ficando”, disse um empresário de 46 anos que mora no bairro há quase duas décadas.