Monique Bertollini, conhecida por sua participação no programa João Kléber Show, está recomeçando a carreira na música eletrônica. Ela estreou como DJ e produtora com a faixa “Magnetic”, lançada na última sexta-feira, 10 de julho de 2026, pela gravadora Klaphouse Records. A artista optou por abandonar a zona de conforto para construir uma trajetória na qual a técnica e a identidade artística são mais importantes do que a visibilidade.
Segundo Bertollini, o interesse pela música eletrônica começou aos 18 anos, quando passou a frequentar festivais e clubes em diversos países, como Tomorrowland, Ultra Music Festival e Universo Paralello. Ela conta que, em vez de apenas aproveitar a pista, começou a observar os DJs e decidiu que queria ser a responsável por criar a conexão entre a música e o público. Para isso, passou a estudar e se preparar para construir uma carreira na área.
A artista afirma que enfrentou preconceito por já ser uma figura pública. “Ouvi comentários como ‘é só mais uma famosinha querendo tocar'”, disse. Para responder às críticas, ela escolheu estudar e praticar, concluindo a formação como DJ e produtora musical pela AIMEC. Foram anos de preparação antes de se sentir pronta para lançar um trabalho autoral, com a preocupação de construir uma identidade artística própria.
Bertollini acredita que a experiência na televisão a ajudou a desenvolver a capacidade de ler o público, uma habilidade essencial para um DJ. “A televisão me ensinou comunicação e leitura de público. Hoje levo isso para a cabine. Um DJ não toca apenas músicas; ele conduz emoções”, afirmou. Antes do lançamento de “Magnetic”, ela já havia realizado apresentações internacionais, incluindo uma temporada na Tailândia.
A faixa “Magnetic” tem influências do Tech House contemporâneo e foi criada para a pista de dança. Para a artista, a música representa conexão e transformação. O lançamento faz parte de um projeto internacional que valoriza mulheres na música eletrônica, com foco em Ibiza. Bertollini vê a ilha como um símbolo da música eletrônica mundial e um destino que representa evolução e liberdade criativa.
Monique Bertollini afirma que não quer provar que uma influenciadora pode ser DJ, mas sim que dedicação e paixão podem abrir espaço em qualquer mercado. Ela espera ser lembrada pela música e pela energia de seus sets, e não pela fama anterior. “Durante anos, Monique Bertollini foi reconhecida por estar diante das câmeras. Agora, inicia uma trajetória em que espera ser lembrada por outro motivo: a música”, conclui a reportagem.
