14/06/2026
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Escócia: fiéis ou traidores antes da estreia na Copa

O capitão da Escócia, Andy Robertson, revelou uma forma incomum de preparação da equipe para a volta à Copa do Mundo. O jogador organizou uma partida do jogo “Traidores” (The Traitors) para o grupo durante o período de concentração nos Estados Unidos.

A partida da Escócia contra o Haiti, em Boston, marca o primeiro jogo da seleção em uma Copa do Mundo desde 1998. Robertson não revelou quem entre seus companheiros era um “fiel” e quem era um “traidor”, mas explicou o motivo de ter introduzido a brincadeira.

“Foi algo que já tínhamos feito antes e decidimos fazer de novo, porque podemos passar muito tempo nos quartos ou sozinhos”, disse o jogador de 32 anos. “Não é fácil ficar longe da sua família, dos seus filhos. Foi algo para tentar tirar as pessoas dos quartos, dar voz aos mais quietos e dar voz aos novos jogadores. Essas foram as ideias por trás disso.”

“Se funcionou ou não, não tenho certeza, mas certamente nos divertimos. Isso foi na semana passada, foi o que ocupou nosso tempo depois dos treinos. É apenas uma questão de tentar maneiras diferentes de fazer o tempo passar rápido, porque sabíamos que essas duas semanas provavelmente se arrastariam. Você só quer que o primeiro jogo chegue. Isso, junto com outras coisas, ajudou a acelerar o tempo. Não parece que ficamos muito tempo longe”, completou Robertson.

A preparação da Escócia para o jogo contra o Haiti foi reforçada pela disponibilidade de Scott McTominay. O meio-campista ficou de fora do treino de quinta-feira devido a um problema estomacal, mas voltou ao campo na sexta-feira. O técnico Steve Clarke afirmou que o jogador do Napoli está em condição “perfeita”. O treinador, no entanto, evitou tratar McTominay como um talismã dentro do elenco.

“Tenho 26 superestrelas aqui”, disse Clarke. “Tentar colocar tanto peso em cima de uma pessoa não é justo. Tudo nos últimos sete anos tem sido o grupo, o time, todos juntos e desempenhando seu papel em determinados momentos. Estamos satisfeitos com as habilidades do Scott e o que ele traz para a equipe, mas outros 15 terão que fazer o mesmo se quisermos ter um torneio positivo”, afirmou.

Clarke voltou a pedir cautela em relação ao Haiti, time que ocupa a 83ª posição no ranking mundial. “É importante respeitar o adversário”, disse o técnico de 62 anos. “Observamos o Haiti muito de perto nos últimos seis meses, desde que o sorteio foi feito. Respeitamos as habilidades deles em campo.”

“Desde que se classificaram, eles melhoraram o elenco trazendo jogadores que os tornaram melhores. Achamos que sabemos como eles vão jogar, mas obviamente qualquer time pode ser diferente. Eles têm jogadores muito dinâmicos, especialmente os atacantes, então temos que ter cuidado”, concluiu Clarke.