Um chalé construído em meio à serra de Piraputanga, em Mato Grosso do Sul, se tornou um refúgio para quem busca silêncio e contato com a natureza. A propriedade, chamada Cabana Paraíso da Serra, foi criada pelo casal Jorcelino Rosa e Terezinha Bortolotto, moradores de Campo Grande.
Em 2020, durante a pandemia, o casal encontrou o terreno que procurava há anos. O local tinha montanha, rio e silêncio. “Quando nos deparamos com o que foi apresentado foi surreal, muito além do que esperávamos encontrar. Foi amor à primeira vista”, lembra Jorcelino.
No início, a propriedade não tinha estrutura. O casal acampava em uma barraca. Com o tempo, a ideia de compartilhar o espaço com outras pessoas surgiu. “Cada amanhecer cheio de pássaros, cada pôr do sol por trás das montanhas me despertava algo”, conta.
O chalé foi construído com tijolinhos aparentes, madeira e telhas de cerâmica. O projeto priorizou materiais de baixo impacto ambiental. “Pensamos em construir com materiais de baixo impacto ambiental. Foi a construção ecologicamente correta que encontramos”, explica Jorcelino.
Do lado de fora, o terreno conta com um córrego de águas cristalinas, pedras e árvores. O casal destaca a privacidade do local. “Você fica ouvindo somente o cantar dos pássaros, o barulho do vento na relva”, diz.
O paredão de pedra atrás do chalé chama a atenção. Alguns moradores locais chamam a formação de Cara do Índio, mas o casal prefere chamá-lo de Rosto de Cristo. Em períodos de chuva, várias cachoeiras surgem na parede de pedra. “Só do nosso espaço deu para contar umas oito ou nove na última chuva”, afirma Terezinha.
Jorcelino se emociona ao lembrar da primeira vez que viu as cachoeiras. “Eu chorei de emoção, porque não pensava um dia que eu pudesse viver isso”, diz.
O chalé recebe principalmente casais que querem se desconectar da cidade. As diárias variam entre R$ 750 e R$ 900, dependendo do período. O contato para reservas é pelo telefone (67) 99994-2170.
O casal espera que os hóspedes levem apenas uma coisa na bagagem: paz. “Simples assim”, finaliza Jorcelino.
