O médico Jonathas Canela, responsável pela Clínica Canela, localizada no Centro de Campo Grande, afirmou nesta quinta-feira (14) que colabora com os órgãos fiscalizadores. A declaração ocorre após uma operação que encontrou cerca de 1,2 mil frascos de medicamentos vencidos em uma área de armazenamento da clínica.
Em um vídeo publicado e depois excluído das redes sociais, Jonathas negou as falhas apontadas e contestou a interpretação das denúncias. Ele disse que a unidade já passou por outras fiscalizações neste ano. “Essa clínica recebe denúncia todo dia. Essas fiscalizações com as mesmas pessoas que estão lá agora já foram lá umas cinco vezes esse ano”, afirmou.
O médico defendeu a regularidade dos serviços e negou qualquer irregularidade no funcionamento. Segundo ele, todos os procedimentos seguem registro e normas técnicas. “Podem procurar qualquer coisa na clínica. Nós somos extremamente éticos. Tudo que fazemos é documentado, regulamentado, tudo certinho. Isso é perseguição”, disse.
Na gravação recuperada pelo Campo Grande News, Jonathas afirmou que a clínica mantém rotina de atendimento a pacientes, inclusive de outros estados. Ele criticou a repetição de inspeções no local e disse que acompanha as ações por câmeras. O médico declarou que as autoridades precisam apurar denúncias, mas contestou as suspeitas levantadas contra a unidade.
A operação foi realizada por equipes do Procon, da Vigilância Sanitária, do CRM-MS e da Decon. A fiscalização identificou medicamentos vencidos misturados a itens dentro da validade, além de outras notificações administrativas. Uma enfermeira da unidade foi levada à delegacia para prestar esclarecimentos. A clínica não foi interditada e continua em funcionamento enquanto o caso é analisado.
Em nota oficial, a assessoria da Clínica Canela informou que colabora com os órgãos fiscalizadores e apresenta documentos e registros técnicos. A instituição afirmou respeitar a atuação das autoridades e disse que conclusões antes da análise final seriam precipitadas. A clínica negou fabricar, manipular ou comercializar medicamentos de forma irregular. Sobre os itens vencidos, a instituição informou que abriu apuração interna e revisa protocolos de armazenamento e descarte.
