domingo, 30 de novembro de 2025
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Protagonista de novela da Globo se arrepende de papel polêmico

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[email protected] EM 29 DE NOVEMBRO DE 2025, ÀS 11:25

A novela “Segundo Sol”, que estreou em 2018, gerou controvérsias logo no início por conta da escolha do elenco. Ambientada na Bahia, um estado com uma população predominantemente negra, a trama foi criticada pela ausência de atores negros no elenco principal. Essa insatisfação se intensificou nas primeiras semanas de exibição, fazendo com que a novela se tornasse alvo de protestos e comentários negativos.

Sete anos após o lançamento, o ator Emílio Dantas, que interpretou o protagonista Beto Falcão, revelou em uma entrevista que se sente desconfortável com a escolha do papel. Ele reconheceu que houve erros na produção e expressou arrependimento por ter aceitado o papel. Em suas palavras, ele afirmou: “Foi muito errado eu ter feito o Beto Falcão. Jamais deveria ter aceitado esse papel”. Dantas ressaltou que a narrativa da novela deveria ter sido contada por alguém que realmente representasse a maioria da população baiana. Ele disse ainda, “A Bahia é feita 95% de pretos e quem deveria estar contando essa história era um preto. Acordei para isso muito tarde”.

A polêmica sobre a falta de representatividade racial na novela foi ampliada por reações de críticos e ativistas. O Ministério Público do Trabalho, por exemplo, notificou a emissora responsável pela série solicitando uma revisão nas escalas de atores e apresentando a necessidade de mais inclusão na programação. Na época, o diretor artístico Denis Carvalho se posicionou contra as cobranças do MPT, afirmando que não gostaria de criar personagens apenas para atender a exigências externas. Por outro lado, o autor da novela, João Emanuel Carneiro, reconheceu que a situação funcionou como uma lição para todos os envolvidos na produção.

A discussão em torno de “Segundo Sol” é um reflexo maior sobre a representatividade na teledramaturgia e a importância de contar histórias que reflitam a diversidade cultural e étnica do país. A falta de representatividade no elenco fez com que muitos se questionassem sobre como as histórias são contadas na televisão, especialmente em um país tão plural como o Brasil.

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