14/02/2026
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Rússia prefere diálogo dos EUA sobre a Venezuela

Neste sábado, a Rússia pediu aos Estados Unidos a libertação do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa. A solicitação foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores russo, após a confirmação de que Maduro e sua esposa estavam nos Estados Unidos. O chanceler russo, Sergei Lavrov, destacou a necessidade de reconsideração por parte da liderança americana, defendendo que Maduro é o presidente legalmente eleito de um país soberano.

O pedido russo surge em um momento de crescente tensão diplomática, especialmente após declarações do ex-presidente Donald Trump sobre a captura de Maduro, que aumentaram a repercussão internacional e as trocas de acusações entre os governos.

No mesmo dia, o Departamento de Justiça dos EUA anunciou novas acusações contra Maduro e seus familiares. Segundo o órgão, eles teriam utilizado as instituições venezuelanas para favorecer o narcotráfico, gerando corrupção. O governo americano alega que Maduro e seus aliados se beneficiam de uma rede de narcoterrorismo, que opera livremente na Venezuela, permitindo a produção e transporte de cocaína para os Estados Unidos.

Desde 2020, Maduro enfrenta processos legais nos Estados Unidos por narcoterrorismo e importação de cocaína, com investigações apontando para uma conivência de décadas entre ele e grupos narcoterroristas. Promotores afirmaram que o tráfico de drogas era utilizado como estratégia contra os interesses americanos.

A procuradora-geral dos EUA informou que, assim que chegar ao país, Maduro deverá enfrentar a Justiça, uma vez que há mandados de prisão pendentes. O governo dos EUA oferecia uma recompensa de 50 milhões de dólares por informações que levassem à sua captura.

Neste cenário, a Venezuela declarou emergência nacional e aumentou suas medidas de defesa. Informações de testemunhas relatam explosões e aeronaves sobrevoando Caracas, causando interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Após os bombardeios, a FAA (Administração Federal de Aviação dos EUA) proibiu aeronaves americanas de voarem no espaço aéreo da Venezuela, citando riscos de segurança. Trump, por sua vez, classificou a operação militar como uma “operação brilhante”.

Em resposta à crise, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, declarou que o governo não sabía do paradeiro de Maduro após as incursões. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, reafirmou a resistência do país às tropas estrangeiras e posicionou-se contra ataques a civis. A intervenção provocou divisões na comunidade internacional, com Rússia e Cuba condenando a ação como um ato de agressão.

Enquanto isso, o novo presidente argentino, Javier Milei, celebrou a captura com a frase “A liberdade avança”, em contraste com a chamada para moderação feita pela União Europeia e países vizinhos, como Chile e Colômbia, que enfatizaram a necessidade de resolver a situação de forma pacífica e respeitando o direito internacional.

No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência no Itamaraty para discutir os impactos regionais da operação militar e o fechamento da fronteira pela Venezuela. A situação na Venezuela permanece instável, com a oposição monitorando possíveis mudanças no poder.