domingo, 11 de janeiro de 2026
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Google Earth e as ilhas que surgem no Mar do Sul da China

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[email protected] EM 10 DE JANEIRO DE 2026, ÀS 19:24

A Construção de Ilhas Artificiais pela China no Mar do Sul da China

Nos últimos anos, imagens de satélite têm mostrado uma mudança impressionante na paisagem do Mar do Sul da China, onde recifes naturais foram transformados em ilhas artificiais pela China. Este processo, que começou em 2013, visa a criação de bases militares e portos, alterando significativamente o cenário geopolítico da região.

A expansão chinesa, principalmente no arquipélago de Nansha, resultou na criação de quase 12 mil hectares de novas terras em apenas dois anos. Esse avanço é muito maior do que o realizado por outros países da região, o que gerou desconfiança entre vizinhos e tem chamado a atenção da comunidade internacional. A transformação do mar em terra firme preocupa os países que disputam territorialidade, como Taiwan, Vietnã e Filipinas.

Para construir essas ilhas, a China utiliza dragas avançadas que retiram areia e cascalho de áreas costeiras. Esse material é utilizado para elevar as ilhas acima do nível do mar, criando uma base sólida para futuras construções. Após a elevação, o solo é compactado, e longas pistas são pavimentadas para permitir a operação de aeronaves. O que antes eram recifes naturais agora se tornaram estruturas de concreto que servem a interesses estratégicos.

Embora o governo chinês afirme que esses locais são destinados à pesquisa científica e ao apoio logístico para atividades pesqueiras, investigações mostram que as ilhas estão equipadas com sistemas de radar e mísseis. Isso possibilita uma presença militar constante em áreas disputadas, mudando a dinâmica de poder no mar.

Além das implicações geopolíticas, a transformação do meio ambiente também é preocupante. A dragagem para a construção das ilhas cobre cerca de 13 km² de recifes de corais, essenciais para a biodiversidade marinha. A intensificação da dragagem levanta sedimentos que podem prejudicar a vida marinha, bloqueando a luz solar e afetando habitats de espécies importantes para a pesca local. Essa “corrida do aterramento” não só representa uma mudança geopolítica, mas também ameaça a segurança alimentar de comunidades que dependem do mar para sua subsistência.

As mudanças ocorridas no Mar do Sul da China são um reflexo de uma busca por poder e controle em uma região de grande importância estratégica e econômica. As implicações de tais ações vão além da geopolítica e revelam um perigo crescente para o meio ambiente marinho e para as economias que dele dependem.

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