domingo, 11 de janeiro de 2026
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Trump defende controle da Groenlândia para conter Rússia e China

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[email protected] EM 10 DE JANEIRO DE 2026, ÀS 07:23

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na última sexta-feira que o país deve ter um controle maior sobre a Groenlândia para evitar uma possível ocupação por Rússia ou China no futuro. Durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, onde se encontrava com executivos do setor petrolífero, Trump declarou: “Vamos fazer algo com relação à Groenlândia, quer eles gostem ou não. Porque se não fizermos isso, a Rússia ou a China tomarão conta da Groenlândia, e não teremos esses países como vizinhos”.

Trump mencionou que, embora os EUA já tenham uma presença militar na Groenlândia desde um acordo de 1951, isso não é suficiente para garantir a segurança da ilha. A Groenlândia, que possui cerca de 57.000 habitantes, é um território autônomo do Reino da Dinamarca.

O presidente ressaltou a importância de defender a Groenlândia de forma mais robusta, afirmando que “defende-se a propriedade, não se defende o arrendamento”. Ele sugeriu que os EUA precisariam defender a Groenlândia ativamente, caso contrário, países como China e Rússia poderiam preencher esse espaço.

A Casa Branca tem explorado diferentes propostas para aumentar o controle dos EUA sobre a Groenlândia. Entre as ideias discutidas estão o uso de tropas militares e a oferta de pagamentos aos groenlandeses para incentivá-los a se separarem da Dinamarca e, possivelmente, se unirem aos Estados Unidos.

As declarações de Trump geraram reações negativas em vários países europeus, especialmente na Dinamarca. Autoridades em Copenhague e em outras partes da Europa expressaram desdém em relação à ideia de que os EUA teriam algum direito sobre a Groenlândia. Recentemente, representantes de países como França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha, Reino Unido e Dinamarca divulgou uma nota conjunta reafirmando que apenas a Groenlândia e a Dinamarca podem decidir sobre suas relações e questões internas.

Os Estados Unidos e a Dinamarca, aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), têm um acordo de defesa mútua, e qualquer mudança no status da Groenlândia poderia ter implicações significativas nas relações internacionais e na segurança regional.

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