25/07/2026
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88% culpam imprudência de motos por mortes no trânsito

88% culpam imprudência de motos por mortes no trânsito

Uma enquete realizada pelo portal Campo Grande News aponta que 88% dos leitores consideram a imprudência dos próprios motociclistas como a principal causa das mortes no trânsito da Capital. Apenas 12% dos participantes atribuem as fatalidades à conduta de motoristas de outros veículos.

De acordo com a pesquisa, a maioria dos leitores acredita que a falta de consciência e o desrespeito às leis de trânsito por parte dos condutores de motos são os fatores responsáveis pelo elevado número de acidentes fatais. Já os 12% restantes apontam que motoristas desrespeitam o fluxo de motocicletas e cometem infrações que provocam acidentes.

A percepção dos leitores reflete uma realidade observada nas ruas de Campo Grande. Em cruzamentos movimentados, é comum ver motociclistas avançando o sinal vermelho, realizando ultrapassagens arriscadas, trafegando entre carros, usando a contramão, circulando sobre calçadas e excedendo os limites de velocidade. A prática transforma cruzamentos em pontos de alto risco, onde a expectativa de que outro motorista consiga frear a tempo se torna uma aposta constante.

Grande parte desse comportamento está ligada à rotina de quem trabalha com entregas por aplicativo. A pressão por rapidez, combinada com a remuneração baseada no número de corridas, incentiva jornadas aceleradas. Especialistas e autoridades reforçam que nenhuma entrega justifica colocar vidas em risco.

Os números confirmam a gravidade da situação. No primeiro semestre deste ano, Campo Grande registrou mais de dois mil acidentes envolvendo motociclistas. No mesmo período, 23 condutores morreram nas ruas e avenidas da cidade. Em julho, outras quatro mortes de motociclistas já foram registradas.

Outro dado que chama atenção é o perfil das vítimas: grande parte tem até 25 anos, faixa etária que concentra jovens em início de carreira e de vida profissional. Diante desse cenário, cresce o debate sobre a necessidade de ampliar as ações de prevenção.

A combinação entre fiscalização mais rigorosa, campanhas permanentes de conscientização e respeito às regras de trânsito é apontada como caminho para reduzir os acidentes e evitar que novas famílias sejam impactadas por tragédias que, em muitos casos, poderiam ser evitadas. A mensagem reforçada pela enquete é clara: mais fiscalização, mais consciência e menos vítimas no trânsito.