domingo, 04 de janeiro de 2026
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Vice-presidente da Venezuela visita Rússia após ataque dos EUA

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[email protected] EM 3 DE JANEIRO DE 2026, ÀS 15:53

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, está na Rússia, segundo informações de fontes próximas ao governo venezuelano. A notícia chega em um momento tenso, após Delcy ter declarado publicamente não saber o paradeiro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. Essa incerteza se seguiu a um ataque militar dos Estados Unidos ao país.

Na madrugada de sábado, Delcy Rodríguez pediu, em um áudio transmitido pela televisão, uma prova de vida de Maduro e Flores e solicitou que o governo dos EUA apresentasse informações sobre os dois líderes. Essa declaração foi feita logo após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que as forças militares dos EUA teriam capturado e evacuado Maduro e Cilia Flores da Venezuela durante uma ofensiva que ele descreveu como de grande escala.

Rodríguez, que é a primeira na linha de sucessão do poder na Venezuela, afirmou que os planos de defesa do país estão em operação contínua. Essa afirmativa foi feita depois que o governo venezuelano denunciou a agressão militar e decretou estado de exceção.

Explosões foram ouvidas em Caracas por volta das 2h da manhã, além de relatos de bombardeios em outras cidades. O governo declarou um estado de comoção nacional para proteger a população, garantir o funcionamento das instituições e coordenar uma resposta armada, conforme comunicado veiculado em cadeia nacional.

O ministro do Interior, Diosdado Cabello, pediu a mobilização de grupos chavistas, mas enfatizou a importância da calma e da disciplina. Em um pronunciamento na televisão, ele afirmou que, apesar das explosões e do sobrevoo de helicópteros de combate dos EUA, o país permanece tranquilo e agradeceu às patrulhas civis e militares pela atuação.

Por sua vez, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, classificou os ataques como a mais severa agressão militar já enfrentada pela Venezuela. Ele anunciou que todas as capacidades de defesa do país foram ativadas, incluindo as forças terrestres, aéreas, navais e de mísseis. Além disso, pediu à população que evite criar caos e desordem.

O procurador-geral, Tarek William Saab, pediu o fim do que chamou de sequestro de Maduro e Cilia Flores e solicitou a observação sobre possíveis violações dos direitos humanos. Ele também pediu um posicionamento das Nações Unidas e de organizações internacionais em relação às mortes de civis e à situação dos líderes venezuelanos.

As autoridades venezuelanas pediram a mobilização da população e alertaram sobre possíveis campanhas de desinformação. O governo afirmou que notícias falsas estão sendo disseminadas para desmoralizar a população após a ofensiva militar.

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