quarta-feira, 07 de janeiro de 2026
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Urrutia: normalização da Venezuela exige respeito à vontade popular

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[email protected] EM 5 DE JANEIRO DE 2026, ÀS 04:23

O político Edmundo González Urrutia, um dos principais opositores do presidente Nicolás Maduro, fez um pronunciamento importante nas redes sociais. Ele afirmou que a normalização da situação política na Venezuela depende do respeito à vontade do povo, que se manifestou nas urnas, e da libertação dos presos políticos.

González destacou que o recente momento, marcado pela captura de Maduro pelos Estados Unidos, representa um ponto de inflexão na história do país. Ele classificou essa situação como “um passo importante, mas não suficiente”. Para ele, a verdadeira normalização na Venezuela só acontecerá quando forem respeitados os resultados das eleições realizadas em 28 de julho. Durante esse pleito, Maduro foi declarado vencedor, mas o processo foi amplamente contestado pela falta de transparência e pela ausência de provas que sustentassem sua vitória.

No vídeo, o opositor se dirigiu às Forças Armadas e aos órgãos de segurança do país, ressaltando que é dever deles cumprir o mandato soberano que reflete a vontade do povo manifestada nas eleições. Ele enfatizou que uma transição democrática deve incluir a libertação de todos os detidos por razões políticas, que ele descreveu como “reféns de um sistema de perseguição”. Segundo González, “nenhuma transição democrática é possível enquanto houver um único venezuelano encarcerado de maneira injusta”.

O político também ressaltou a importância desse momento histórico, pedindo que seja conduzido com serenidade, clareza e um compromisso genuíno com a democracia. Ele pediu por verdade, justiça e reconciliação no país, sem deixar espaço para a impunidade.

No mesmo dia, María Corina Machado, uma importante líder da oposição e vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, defendeu que Edmundo González Urrutia deve assumir a presidência após a deposição de Maduro. O presidente da França, Emmanuel Macron, também se manifestou, afirmando que a transição que se aproxima deve ser pacífica e democrática, respeitando a vontade do povo venezuelano. Macron expressou sua esperança de que González, eleito em 2024, possa assegurar essa transição rapidamente.

Este cenário traz à luz a complexidade da atual crise política na Venezuela e o desejo da população por mudanças significativas.

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