sexta-feira, 09 de janeiro de 2026
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Trump e seu impacto no pânico europeu e na aliança da Otan

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[email protected] EM 8 DE JANEIRO DE 2026, ÀS 05:54

Na terça-feira, 6 de janeiro, líderes europeus se reuniram em Paris com representantes do governo dos Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, para discutir a possibilidade de um acordo de paz para a Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que seu plano para a paz está “90% pronto”, e ninguém no encontro queria comprometer a participação dos EUA nas negociações.

A reunião, no entanto, foi marcada por discussões tensas em torno da Groenlândia, a maior ilha do mundo, que é um território autônomo da Dinamarca. Trump tem manifestado interesse em adquirir a Groenlândia, alegando que isso é vital para a segurança nacional dos Estados Unidos. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, estava presente no encontro e recebeu pressão para evitar um confronto com Trump sobre o assunto.

Nos bastidores, seis grandes potências europeias, incluindo Reino Unido, França e Alemanha, emitiram uma declaração conjunta informando que a segurança do Ártico deve ser decidida em conjunto com os aliados da OTAN e que apenas a Dinamarca e a Groenlândia devem decidir o futuro da ilha. Porém, a declaração gerou incertezas sobre se seria suficiente para deter as ambições de Trump.

A preocupação aumentou rapidamente após a Casa Branca divulgar que estava explorando várias opções unilaterais para adquirir a Groenlândia, incluindo a possibilidade de compra e o uso de forças armadas. Essa situação alarmou os líderes europeus, especialmente após intervenções militares controversas dos EUA na Venezuela, levantando a questão da soberania dinamarquesa e o impacto disso sobre as relações transatlânticas.

Os líderes europeus deixaram a reunião em Paris visivelmente preocupados sobre o futuro. Enquanto tentavam abordar a questão da Ucrânia, a discussão sobre a Groenlândia indicava a fragilidade da posição da Europa diante das ações de Trump. Embora a Dinamarca tenha tentado reafirmar a soberania sobre o território, há um crescente reconhecimento de que a Europa precisa se unir e reduzir sua dependência dos EUA em questões de segurança.

Apesar dos discursos sobre a segurança coletiva na OTAN, a resposta europeia foi vista por muitos como fraca diante das ameaças de Trump. A Dinamarca já possui uma base militar americana na Groenlândia, resultado de um acordo da Guerra Fria, mas a presença militar do EUA na região foi reduzida ao longo dos anos, tornando a questão da segurança ártica mais sensível.

Recentemente, o governo dinamarquês anunciou um investimento significativo na defesa da Groenlândia, mas a falta de diálogo com os EUA e o silêncio inicial de outras potências europeias levantaram questões sobre a solidariedade e a efetividade da Europa em lidar com a postura de Trump.

As tensões entre a Dinamarca e os EUA, em um contexto em que ambos os países são membros da OTAN, destacam a fragilidade das alianças no cenário político atual. A incerteza sobre o futuro da Groenlândia e as ações de Trump criaram um clima de nervosismo, com líderes europeus questionando até onde iriam para garantir a soberania dinamarquesa sem se colocarem em confronto direto com os Estados Unidos.

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