A Rússia reafirmou seu apoio à Venezuela em uma reunião realizada na sexta-feira (09/01). O Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, se encontrou com o embaixador russo em Caracas, Sergey Melik-Bagdasarov, para discutir a atual crise no país.
Essa conversa foi marcada por eventos recentes, incluindo um ataque dos Estados Unidos à Venezuela no último sábado (03/01), que resultou em pelo menos 100 mortes. A situação se agravou com o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores. Durante a reunião, Melik-Bagdasarov expressou a solidariedade do presidente russo, Vladimir Putin, em relação ao povo venezuelano e suas instituições.
Em um comunicado divulgado no Telegram, Yván Gil enfatizou a necessidade de diálogo e diplomacia, além do respeito às normas internacionais e à soberania dos povos. Os dois diplomatas concordaram que essa abordagem é essencial para promover relações bilaterais e internacionais construtivas.
O embaixador russo também criticou o uso da força por parte dos Estados Unidos, reafirmando a importância de proteger o direito internacional e os princípios estabelecidos na Carta das Nações Unidas. Ele alertou sobre o risco que as ações do presidente americano, Donald Trump, representam para a paz na região, especialmente em relação a ameaças dirigidas à Colômbia e ao México.
Além dessas questões, os representantes da Rússia e da Venezuela abordaram a continuidade de projetos de cooperação entre os dois países. Essas iniciativas abrangem áreas como energia, defesa, tecnologia e saúde, e ambas as partes confirmaram que os trabalhos nessas áreas seguirão em frente.
Desde o ataque dos Estados Unidos na semana anterior, a Rússia tem reiterado seu apoio à Venezuela. Durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, Moscou qualificou a agressão americana como “bandidagem” e lamentou as mortes de venezuelanos e cubanos. Por fim, o Kremlin alertou a comunidade internacional que essas ações são um sinal de um possível retorno a práticas de dominação militar e caos que têm afetado muitos países ao redor do mundo.