O governo da Rússia divulgou neste sábado um comunicado em que expressa seu repúdio ao ataque realizado pelas forças armadas dos Estados Unidos na Venezuela. Essa ação resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Na nota, a Rússia exigiu que os Estados Unidos esclareçam a situação imediatamente, considerando o ataque como uma seríssima violação da soberania de um país independente, um princípio fundamental do direito internacional.
O Kremlin destacou que a Venezuela deve ter o direito de decidir seu próprio futuro sem intervenções externas, especialmente de caráter militar. O governo russo criticou as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos, classificando-as como “desculpas insustentáveis”. Além disso, sublinhou que a animosidade ideológica prejudica a construção de relações de confiança e previsibilidade entre os países.
A Rússia reafirmou seu apoio à Venezuela, reforçando que a América Latina deve ser uma “zona de paz”, como foi proclamado em 2014, e expressou solidariedade ao povo venezuelano e ao governo que luta para manter a soberania nacional.
Em outra frente, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, condenou o ataque americano, chamando-o de “criminoso” e caracterizando a ação como um ato de “terrorismo de Estado”, que ataca tanto a Venezuela quanto toda a América Latina. Através de suas redes sociais, ele pediu uma resposta urgente da comunidade internacional.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, também se manifestou contra os bombardeios, considerando-os atos covardes dirigidos a uma nação que nunca atacou os Estados Unidos ou qualquer outro país.
Além de Cuba, líderes de outros países também se manifestaram. O presidente do Chile, Gabriel Boric, expressou preocupação e condenação em relação às ações militares dos EUA e defendeu uma solução pacífica para a crise na Venezuela. Ele enfatizou a importância do respeito aos princípios do direito internacional, incluindo a proibição do uso da força e a não interferência em assuntos internos de outros países.
O governo do Irã se juntou às condenações, emitindo uma declaração forte contra o ataque, destacando que a ação americana representa uma grave violação da soberania e da integridade territorial da Venezuela.
Por fim, a Turquia, através de um assessor do presidente Recep Tayyip Erdogan, também se posicionou, descrevendo o ataque como um “ato de pirataria imperial” e assegurando apoio ao povo venezuelano e ao governo de Maduro. O diplomata turco finalizou sua declaração afirmando que esse tipo de ação não pode ficar impune.