21/01/2026
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O impacto da era Trump na memória coletiva global

Política Externa Atual e Suas Implicações

A obra da escritora brasileira Socorro Acioli, intitulada “Oração para desaparecer”, aborda a intrigante ideia dos “ressurrectos”: figuras que retornam à vida em um novo lugar, mas sem memória do passado. Este conceito pode ser relacionado à atual política externa dos Estados Unidos sob a liderança de Donald Trump e seus aliados.

A abordagem atual dos EUA em relação a outras nações traz à tona práticas que remetem ao passado imperial. O interesse explícito pelos recursos da Groenlândia, a intensa pressão contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e as ameaças dirigidas ao México, Colômbia e Irã, não representam uma nova era, mas sim o ressurgimento de atitudes históricas que pensávamos ter ficado para trás.

Historiadores como Eric Hobsbawm descreveram bem a “Era dos Impérios”, um período marcado por ambições territoriais e domínios coloniais. Atualmente, essas ideias retornam com força, como se as lições do passado tivessem sido esquecidas. Instituições criadas logo após a Segunda Guerra Mundial, como a ONU, foram estabelecidas para evitar a repetição de eventos desastrosos decorrentes do imperialismo e do expansionismo.

Essa nova ordem global, que trata nações soberanas como meros ativos a serem explorados, compromete as defesas construídas para manter a paz e a segurança internacional. As estratégias adotadas pelo trumpismo parecem ignorar as consequências históricas desse tipo de comportamento, que levaram a grandes guerras e conflitos.

O risco de esquecer as lições do passado é alarmante. A civilização que ignora sua própria história está sujeita a repetir erros, especialmente em um mundo armado com tecnologias devastadoras, como as armas nucleares. A sociedade pode estar caminhando, sem perceber, em direção a um futuro sombrio, repleto de guerras e sofrimento.

Por fim, este cenário nos obriga a refletir sobre a importância da memória histórica e do cuidado nas relações internacionais, para que não retornemos aos erros do passado.