A seleção da Inglaterra conta com uma equipe diversificada que vai além dos treinadores e fisioterapeutas. Sob a liderança do técnico Thomas Tuchel, a equipe inclui analistas, cientistas de dados e especialistas em desenvolvimento de software. Esses profissionais têm um papel essencial na preparação da equipe.
Para ajudar os jogadores a tomarem decisões mais eficazes durante os jogos, eles utilizam ferramentas de inteligência artificial (IA). Algumas delas são adquiridas de empresas especializadas, enquanto outras foram desenvolvidas internamente pela Football Association (FA). Essas ferramentas são utilizadas para analisar dados e criar apresentações que simplificam informações complexas, facilitando a compreensão tanto para treinadores quanto para os jogadores.
Um exemplo prático do uso dessa tecnologia é a análise de penalidades. Segundo Rice-Long, membro da equipe, a IA é capaz de identificar padrões nos pênaltis executados pelos adversários que podem passar despercebidos. Antes das competições, como a Copa do Mundo, eles coletam dados de 47 seleções, mapeando onde cada jogador tem histórico de cobrança de pênaltis desde os 16 anos.
Antes da adoção da IA, a coleta de informações sobre pênaltis poderia levar até cinco dias. Com a nova tecnologia, esse processo agora é concluído em apenas cinco horas. Essa agilidade permite que as informações sejam discutidas rapidamente com o goleiro, ajudando na preparação para situações de cobrança de pênaltis em jogos decisivos.
Os resultados dessa abordagem têm sido positivos. O histórico de pênaltis da seleção inglesa melhorou consideravelmente, e o uso da IA também contribui para ajudar os jogadores a diminuírem a pressão no momento de escolher onde chutar. Dessa forma, a tecnologia não apenas traz eficiência, mas também impacta diretamente a performance da equipe em campo.