Diplomatas de países árabes, como Arábia Saudita, Catar e Omã, pressionaram os Estados Unidos a evitar um ataque ao Irã, temendo graves consequências para a região. O presidente americano, Donald Trump, sinalizou uma diminuição das tensões nas últimas 24 horas, enquanto o Irã também começou a adotar uma postura mais calma em resposta a essa pressão.
A diplomacia árabe surgiu em um momento crítico, motivada por protestos no Irã que começaram em 28 de dezembro devido ao aumento do custo de vida. Desde então, esses protestos se transformaram em um movimento contra o regime teocrático que governa o país desde 1979. Organizações de direitos humanos relataram uma repressão severa, resultando em milhares de mortes. De acordo com uma ONG norueguesa, pelo menos 3.428 manifestantes teriam perdido a vida, mas o governo iraniano não confirmou esses números.
Na quinta-feira, a vida na capital, Teerã, parecia ter voltado ao normal, com a ausência de grandes manifestações, conforme relatou um jornalista local. Um funcionário saudita revelou que os países do Golfo se empenharam em um longo trabalho diplomático para convencer Trump a dar ao Irã a oportunidade de mostrar sua boa vontade.
Além disso, houve comunicações entre o Irã e as monarquias do Golfo, levando o governo iraniano a advertir que defenderia seu território de qualquer ameaça externa. O ministro das Relações Exteriores do Irã pediu uma condenação internacional contra possíveis intervenções estrangeiras.
O Ministério das Relações Exteriores da Suíça, que representa os interesses americanos no Irã, informou que um alto diplomata suíço conversou com um oficial iraniano, oferecendo ajuda para reduzir as tensões.
Nesta quinta-feira, o Conselho de Segurança da ONU também se reuniu para discutir a situação do Irã. Trump, que anteriormente havia ameaçado ação militar, disse ter recebido informações de que a violência havia diminuído e que as execuções planejadas de manifestantes não ocorreria. A Casa Branca ainda ressaltou que todas as opções permanecem disponíveis, caso o Irã continue a reprimir manifestantes.
Apesar do clima de calma apontado pelas autoridades iranianas, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou novas sanções contra figuras ligadas à segurança do Irã, que já enfrenta sérias sanções internacionais devido ao seu programa nuclear.
Nas últimas semanas, o Irã enfrentou um bloqueio de internet que já dura uma semana, dificultando a comunicação e a disseminação de informações sobre os protestos. No entanto, vídeos de confrontos e evidências de repressão ainda vazaram, mostrando a gravidade da situação no país, com famílias desesperadas buscando seus entes queridos, muitos dos quais acreditam estar entre os mortos.
A situação continua a ser acompanhada de perto, tanto por autoridades internacionais quanto por organizações de direitos humanos.
