quarta-feira, 07 de janeiro de 2026
Notícias de última hora

China, Rússia e Irã respondem à ação dos EUA na Venezuela

editorial@mundodasnoticias.net
[email protected] EM 4 DE JANEIRO DE 2026, ÀS 16:23

A reação de diversos países à recente ofensiva dos Estados Unidos na Venezuela se intensificou no último domingo, com críticas firmes de China, Rússia, Irã e Cuba. A China pediu a liberação imediata do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que está preso em Nova York após uma operação militar americana. O governo chinês acusou os Estados Unidos de violar o direito internacional e a soberania da Venezuela.

Em um comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores da China solicitou que os EUA garantam a segurança pessoal de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, e que interrompam quaisquer tentativas de desestabilizar o governo venezuelano. Para a China, a ação dos Estados Unidos representa uma clara violação das normas internacionais e dos princípios da Organização das Nações Unidas (ONU). O porta-voz da chancelaria chinesa enfatizou que a China se opõe veementemente ao comportamento dominante dos EUA, que, segundo ele, ameaça a paz e a segurança na América Latina e no Caribe.

As declarações chinesas surgiram após uma ação militar americana que resultou em bombardeios em Caracas, onde Maduro e Flores foram capturados. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país tem a intenção de “governar” a Venezuela até que ocorra uma transição política, além de expressar interesse na exploração do petróleo venezuelano. Segundo autoridades americanas, Maduro e sua esposa devem enfrentar julgamento em Nova York sob acusações que incluem conspiração para narcoterrorismo.

A Rússia também se posicionou de forma crítica em relação à ofensiva dos EUA, pedindo que o governo americano “reconsidere sua posição” e libere Maduro, a quem o Kremlin descreveu como um presidente “eleito legalmente”. O governo russo acusou os EUA de promover um ato de agressão armada e afirmou que as justificativas apresentadas para a ação são infundadas, ressaltando a importância de evitar uma escalada do conflito e promover um diálogo.

O Irã condenou a ação militar dos EUA, chamando-a de uma violação clara da soberania e da integridade territorial da Venezuela. Cuba, que depende fortemente do petróleo venezuelano, também se manifestou, caracterizando a operação como “terrorismo de Estado contra o povo venezuelano”.

Essas reações internacionais elevam a pressão sobre os Estados Unidos e aumentam o isolamento do país na cena diplomática. A situação gera um debate mais amplo sobre o uso da força, a soberania dos países e as implicações geopolíticas da crise na Venezuela, que podem afetar o mercado de energia, a migração e a governança global.

Receba conteúdos e promoções