quinta-feira, 08 de janeiro de 2026
Notícias de última hora

China, Rússia e Irã criticam EUA; Macron mostra apoio

editorial@mundodasnoticias.net
[email protected] EM 5 DE JANEIRO DE 2026, ÀS 04:23

O presidente da França, Emmanuel Macron, expressou seu apoio à ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e afirmou que a população venezuelana deve estar aliviada com a queda do regime de Nicolás Maduro. Macron desejou que o candidato da oposição, Edmundo González Urrutia, que concorrerá nas eleições de 2024, possa conduzir uma transição rápida e efetiva.

Antes da declaração de Macron, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, comentou que a intervenção americana fere o princípio do não uso da força, que é fundamental no direito internacional. Barrot ressaltou que qualquer solução política deve ser decidida pelos próprios povos e não imposta de fora.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, também comentou a situação, expressando preocupação com a ação dos EUA e seu potencial para trazer implicações negativas para toda a região da América Latina. Guterres fez um chamado à Venezuela para que os envolvidos busquem um diálogo que respeite os direitos humanos.

Além da França, outros países, como Espanha e Rússia, criticaram a intervenção americana e se ofereceram como mediadores. O governo espanhol, por meio do Ministério das Relações Exteriores, reafirmou a necessidade de uma solução pacífica e negociada para o conflito, enquanto o presidente Pedro Sánchez manifestou a importância do respeito ao direito internacional.

A Rússia se solidarizou com a Venezuela, condenando o ataque e reiterando a necessidade de evitar uma escalada de tensões. O Ministério das Relações Exteriores russo afirmou estar disposto a ajudar no diálogo entre as partes envolvidas.

Por outro lado, a China e o Irã, que são aliados da Venezuela, também reprovam a ação dos EUA. A China chamou o ataque de “uso flagrante da força” e pediu respeito ao direito internacional, enquanto o Irã considerou a intervenção uma violação da soberania nacional venezuelana e solicitou ao Conselho de Segurança da ONU que tome medidas para interromper essa agressão.

Essas reações internacionais refletem a complexidade da situação na Venezuela e a diversidade de opiniões sobre a intervenção militar americana, que continua a gerar debate e preocupação no cenário geopolítico atual.

Receba conteúdos e promoções