O presidente da França, Emmanuel Macron, expressou seu apoio à ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e afirmou que a população venezuelana deve estar aliviada com a queda do regime de Nicolás Maduro. Macron desejou que o candidato da oposição, Edmundo González Urrutia, que concorrerá nas eleições de 2024, possa conduzir uma transição rápida e efetiva.
Antes da declaração de Macron, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, comentou que a intervenção americana fere o princípio do não uso da força, que é fundamental no direito internacional. Barrot ressaltou que qualquer solução política deve ser decidida pelos próprios povos e não imposta de fora.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, também comentou a situação, expressando preocupação com a ação dos EUA e seu potencial para trazer implicações negativas para toda a região da América Latina. Guterres fez um chamado à Venezuela para que os envolvidos busquem um diálogo que respeite os direitos humanos.
Além da França, outros países, como Espanha e Rússia, criticaram a intervenção americana e se ofereceram como mediadores. O governo espanhol, por meio do Ministério das Relações Exteriores, reafirmou a necessidade de uma solução pacífica e negociada para o conflito, enquanto o presidente Pedro Sánchez manifestou a importância do respeito ao direito internacional.
A Rússia se solidarizou com a Venezuela, condenando o ataque e reiterando a necessidade de evitar uma escalada de tensões. O Ministério das Relações Exteriores russo afirmou estar disposto a ajudar no diálogo entre as partes envolvidas.
Por outro lado, a China e o Irã, que são aliados da Venezuela, também reprovam a ação dos EUA. A China chamou o ataque de “uso flagrante da força” e pediu respeito ao direito internacional, enquanto o Irã considerou a intervenção uma violação da soberania nacional venezuelana e solicitou ao Conselho de Segurança da ONU que tome medidas para interromper essa agressão.
Essas reações internacionais refletem a complexidade da situação na Venezuela e a diversidade de opiniões sobre a intervenção militar americana, que continua a gerar debate e preocupação no cenário geopolítico atual.