segunda-feira, 05 de janeiro de 2026
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China e Rússia criticam EUA por ação na Venezuela e violação de direitos

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[email protected] EM 4 DE JANEIRO DE 2026, ÀS 04:23

Neste sábado, 3, China e Rússia, principais apoiadores do governo da Venezuela, repudiaram a ação militar anunciada pelos Estados Unidos. O presidente Donald Trump afirmou que essa ação teria resultado na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Os dois países consideraram essa ofensiva uma violação do direito internacional e da soberania da Venezuela, o que aumentou a tensão nas relações diplomáticas entre as nações.

O Ministério das Relações Exteriores da China divulgou uma nota afirmando que o governo de Xi Jinping estava “profundamente chocado” com o que chamou de “uso flagrante da força” por parte dos EUA. A China considera a ação como uma grave violação das normas internacionais e dos princípios que devem orientar as relações entre nações. Além disso, destacou que a intervenção dos EUA representa uma ameaça à estabilidade regional, colocando em risco a paz na América Latina e no Caribe. O país expressou sua oposição a ações que considera hegemonistas e pediu respeito à soberania da Venezuela, insistindo que os EUA devem seguir os princípios da Carta das Nações Unidas.

A Rússia, que mantém uma aliança histórica com a Venezuela desde a ascensão do chavismo, também se manifestou de forma veemente. O Ministério das Relações Exteriores russo classificou a ação americana como um “ato de agressão armada” contra a Venezuela. A diplomacia russa expressou sua preocupação e condenação diante da situação, ressaltando que tal ato é inaceitável.

A embaixada russa em Caracas informou que a sede diplomática não foi afetada pelos ataques. O embaixador Serguéi Melik-Bagdasárov confirmou que a área onde está localizada a embaixada e os bairros vizinhos não foram alvejados.

Além de China e Rússia, o Irã também protestou contra a ação militar dos EUA, considerando-a uma violação da soberania e integridade territorial da Venezuela. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que essas iniciativas podem agravar a instabilidade na região e aumentar os riscos de um conflito mais sério.

O panorama se complica à medida que várias nações se posicionam sobre a intervenção americana, que gera um clima de incerteza e tensão nas relações internacionais.

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