A China criticou recentemente a decisão dos Estados Unidos de impor taxas a empresas e indivíduos que negociam com o Irã. Segundo autoridades chinesas, essa medida é um exemplo de “coerção” e representa uma pressão desigual sobre as relações comerciais internacionais.
O governo chinês ressaltou que essa ação pode trazer impactos significativos, já que a China mantém relações comerciais relevantes com o Irã. Em 2025, a balança comercial entre os dois países foi estimada em aproximadamente 9 bilhões de dólares. Esse valor reflete a importância do Irã como um parceiro comercial estratégico para a China, especialmente em setores como energia e recursos naturais.
As taxas impostas pelos Estados Unidos têm como objetivo restringir as atividades econômicas que considera suspeitas ou que possam reforçar o programa nuclear iraniano. No entanto, Pequim argumenta que essas sanções prejudicam o comércio legítimo e podem criar um clima de incerteza no mercado global.
Além disso, a China se posiciona como uma defensora do comércio multilateral e se opõe a pressões unilaterais de grandes potências. A resposta de Pequim destaca um descontentamento crescente com a forma como os EUA têm conduzido suas políticas exteriores, principalmente em relação a países que não se alinham com seus interesses.
O governo chinês promete continuar a reforçar sua cooperação econômica com o Irã, independentemente das políticas de restrição dos EUA, afirmando que a soberania e a integridade comercial devem ser respeitadas. Essa situação reflete um cenário de tensões crescentes nas relações comerciais internacionais, onde as decisões de um país podem afetar diretamente a economia de outros.