A China está desempenhando um papel importante na economia da província de Jujuy, na Argentina, ao investir cerca de US$ 457 milhões no projeto de produção de lítio conhecido como Caucharí-Olaroz. Este investimento é resultado de uma colaboração estratégica entre empresas argentinas e canadenses.
O projeto tem como objetivo aumentar a produção de lítio para 80.000 toneladas métricas por ano até 2029, posicionando Jujuy como uma área chave no mercado global de lítio.
### Parceria no setor de lítio
O projeto Caucharí-Olaroz é o fruto de uma joint venture que conta com a participação da empresa chinesa Ganfeng Lithium, que possui 46,7% das ações; da Lithium Americas Corp, com 44,8%; e da estatal argentina Jujuy Energía e Minería, que detém 8,5%. Essa colaboração procura otimizar a exploração e exportação de lítio, matéria-prima essencial para a produção de baterias de veículos elétricos.
A demanda mundial por lítio, muitas vezes chamado de “ouro branco”, está aumentando, e a China intensifica seus investimentos para garantir o fornecimento desse recurso. Atualmente, 80% da produção do projeto Caucharí-Olaroz é exportada para empresas chinesas. Com isso, a Argentina se mantém como o quarto maior exportador de lítio do mundo, consolidando sua posição no mercado internacional.
### Futuro do lítio na Argentina
Além do investimento em Jujuy, a Ganfeng e seus parceiros têm planos de expandir suas operações para a província de Salta, com a expectativa de dobrar a capacidade de produção atual. Esses investimentos não apenas visam aumentar a produção, mas também têm o potencial de gerar novos empregos e estimular o desenvolvimento econômico na região.
Assim, a Argentina reforça sua importância na cadeia global de suprimentos de lítio, um mineral que se torna cada vez mais crucial na transição para energias renováveis e na produção de veículos elétricos.
