A Prefeitura de Campo Grande assinou nesta sexta-feira (29) contratos com 19 mulheres vítimas de violência doméstica pelo programa Recomeçar Moradia. O benefício é um auxílio mensal de R$ 500, que deve ser usado para pagamento de aluguel e despesas básicas. O evento aconteceu na sede da Semu (Secretaria Executiva da Mulher).
Para garantir a segurança das participantes, a identidade delas não foi divulgada. Uma das mulheres, desempregada e mãe de três filhos, disse que o auxílio chega em um momento difícil. “Tenho três crianças e pago R$ 700 de aluguel, então esse auxílio vai cobrir mais da metade das despesas”, contou.
Outra beneficiária afirmou que voltou a estudar e conseguiu um emprego em serviços gerais, mas ainda enfrenta dificuldades para se reorganizar após sair da situação de violência. Com três filhos e o aluguel atrasado, ela diz que o valor ajudará nas necessidades das crianças. “Esse auxílio vai fazer toda a diferença. Tenho três filhos, então esse valor também ajuda nas despesas com as crianças, para comprar uma roupa ou um tênis”, afirmou.
O programa prevê o pagamento mensal de R$ 500 por um período inicial de 12 meses, com possibilidade de prorrogação após avaliação técnica. O recurso é destinado principalmente para moradia.
A prefeita Adriane Lopes (PP) disse que o objetivo é ajudar as mulheres a retomarem a vida com mais segurança. “Mesmo que esteja sendo difícil essa retomada da vida de vocês, não parem no meio do caminho. O que estamos fazendo aqui, por meio da Secretaria da Mulher, juntamente com a Secretaria de Habitação e o Cláudio, é estender uma mão”, afirmou.
Ela também disse que o programa deve funcionar como porta de entrada para outras políticas públicas. “Hoje temos 19 aqui, mas todas vão buscar, junto à gestão da Casa da Mulher, esse acolhimento e essa mão amiga do poder público municipal”, declarou.
O diretor-presidente da Emha (Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários), Claudio Marques, afirmou que os contratos representam um investimento de mais de R$ 171 mil. “São mulheres que, a partir de hoje, passam a contar com o apoio do poder público para reconduzir seus projetos com mais segurança e dignidade”, disse.
Criado por lei municipal, o programa atende mulheres chefes de família em situação de vulnerabilidade social. O acompanhamento é feito por equipes da Emha e da Semu. Além do dinheiro, as mulheres recebem acompanhamento social para buscar autonomia financeira e sair do ciclo de violência.
Em fevereiro deste ano, a prefeitura iniciou o atendimento de 60 mulheres convocadas para o processo de seleção do programa na modalidade para vítimas de violência doméstica.
