domingo, 04 de janeiro de 2026
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Ataques dos EUA à Venezuela geram condenações na América Latina e Ásia

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[email protected] EM 3 DE JANEIRO DE 2026, ÀS 15:53

No último sábado, 3 de janeiro, os governos da China, Cuba, Colômbia, Rússia e Irã manifestaram fortes críticas aos ataques realizados pelos Estados Unidos na Venezuela. Esses pronunciamentos destacam as preocupações sobre a escalada do conflito e a importância de encontrar uma solução pacífica e cooperativa para a crise que o país enfrenta.

A China, por meio de seu Ministério das Relações Exteriores, expressou “choque” com as ações dos EUA e condenou o que considera um uso indevido da força contra um país soberano. O governo chinês pediu que os Estados Unidos respeitem as normas internacionais, enfatizando que o respeito à soberania é fundamental.

A Rússia também se manifestou, afirmando que os argumentos usados para justificar os ataques são infundados. O governo russo defendeu que a América Latina deve ser uma região de paz e criticou a postura hostil dos EUA.

Cuba, através do presidente Miguel Díaz-Canel, qualificou os ataques de “terrorismo de Estado” e afirmou que a comunidade internacional deve reagir a essa violação da paz na América Latina.

Gustavo Petro, presidente da Colômbia, enfatizou a preocupação com os recentes relatos de explosões e movimentações militares na Venezuela, afirmando que essas ações podem aumentar as tensões na região. O governo colombiano reiterou seu compromisso com a soberania das nações e com soluções pacíficas para os conflitos, rejeitando ações militares unilaterais.

O presidente do Chile, Gabriel Boric, também se juntou às críticas, pedindo um diálogo para resolver a grave situação da Venezuela. Ele reafirmou o compromisso do Chile com os princípios do direito internacional, incluindo a proibição do uso da força e a integridade territorial dos Estados.

Além disso, o governo do México condenou os ataques, afirmando que eles violam a Carta das Nações Unidas, que proíbe o uso da força nas relações internacionais. O México reafirmou sua tradição pacifista e pediu o respeito ao direito internacional e à soberania da Venezuela.

O Irã, aliado estratégico da Venezuela, considerou os ataques uma violação da soberania e pediu que o Conselho de Segurança da ONU tome medidas para interromper essa agressão.

Por outro lado, a União Europeia adotou uma postura mais cautelosa. A alta representante para Relações Exteriores, Kaja Kallas, manifestou que o bloco considera Nicolás Maduro sem legitimidade e defendeu a necessidade de uma transição pacífica na Venezuela, embora tenha reconhecido a importância do respeito aos princípios do direito internacional.

Movimentos populares na América Latina reagiram fortemente aos ataques. A ALBA Movimentos classificou os bombardeios como uma séria agressão à soberania da Venezuela. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) também expressaram sua solidariedade ao povo venezuelano, enfatizando que os trabalhadores são os que mais sofrem com as consequências de intervenções militares.

O Partido Socialismo e Liberdade (Psol) se uniu à condenação dos ataques, chamando a sociedade a desenvolver uma estratégia de resistência conjunta contra as ações imperialistas norte-americanas.

Essas reações refletem a crescente preocupação com as tensões na área e a necessidade de um diálogo que priorize a paz e a soberania dos países envolvidos.

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