01/05/2026
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Ações da China têm maior queda semanal desde dezembro

As ações na China tiveram um dia de forte queda nesta sexta-feira, resultando na maior desvalorização semanal desde o final de dezembro. Essa tendência se alinha com a queda observada em mercados globais, especialmente nas ações do setor de tecnologia.

Ao final do pregão, o índice de Xangai registrou uma redução de 2,5%. Da mesma forma, o índice CSI300, que inclui as principais empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, teve uma queda de 2,4%. O índice Hang Seng, que monitora o mercado de Hong Kong, também viu uma desvalorização de 2,4%.

As perdas foram generalizadas e se intensificaram principalmente entre as empresas de tecnologia, que refletiram a fraca performance das ações tecnológicas nos Estados Unidos, em Wall Street, na sessão anterior. Além disso, setores mais defensivos, como o bancário, de bebidas e de bens de consumo básicos, também registraram perdas significativas, com quedas de 1%, 1,1% e 0,8%, respectivamente.

Particularmente preocupante é o índice tecnológico Hang Seng HSTECH, que caiu 3,2% e marcou sua sexta sessão consecutiva de perdas, atingindo o menor nível desde agosto.

Analistas apontam que o otimismo no mercado está diminuindo. Um dos fatores que contribuem para essa mudança é o menor apetite por risco entre os investidores, aliado a dados econômicos recentes que mostraram desempenho fraco.

Os índices de outras partes da Ásia também apresentaram resultados negativos. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 caiu 2,4%, e o índice Hang Seng fechou a 25.220 pontos. Em Xangai, o índice SSEC perdeu 2,45%, totalizando 3.834 pontos, enquanto o CSI300 retrocedeu 2,44%, fechando em 4.453 pontos.

Na Coreia do Sul, o índice KOSPI teve uma desvalorização de 3,79%, alcançando os 3.853 pontos. Em Taiwan, o índice TAIEX registrou uma baixa de 3,61%, enquanto em Cingapura, o índice Straits Times caiu 0,96%. O índice S&P/ASX 200 na Austrália também recuou, fechando com uma desvalorização de 1,59%.

Essa combinação de fatores econômicos aponta para um cenário de incertezas nos mercados, com a atenção dos investidores voltada para os próximos eventos e dados que possam influenciar o comportamento das ações na região.