05/02/2026
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Museu de Budapeste apresenta Guerreiros de Terracota da China

Exposição sobre as Dinastias Qin e Han é inaugurada em Budapeste

No dia 27 de novembro de 2025, o Museu de Belas Artes de Budapeste, na Hungria, abriu uma importante exposição dedicada à cultura chinesa. Com o título “Civilização das Dinastias Qin e Han – Os Guerreiros de Terracota do Primeiro Imperador Chinês”, a mostra apresenta mais de 150 obras de arte antigas provenientes das dinastias Qin e Han, que estiveram em vigor de 221 a.C. até 220 d.C. Entre os itens em destaque, estão dez Guerreiros de Terracota originais, conhecidos mundialmente.

A exposição é resultado de uma parceria entre o Museu de Belas Artes de Budapeste e a Administração do Patrimônio Cultural da Província de Shaanxi, na China. O evento ficará disponível para visitação por seis meses, a partir do dia seguinte à inauguração.

Durante a cerimônia de abertura, o presidente húngaro, Tamás Sulyok, destacou o fortalecimento das relações entre a Hungria e a China em diversas áreas, como cultura, economia e ciência. Segundo ele, a exposição simboliza o respeito mútuo e a cooperação entre os dois países.

O embaixador chinês em Budapeste, Gong Tao, também fez um discurso elogiando a mostra, que ele considera uma das mais significativas representações da cultura chinesa na Europa nos últimos anos. Ele apontou que a exposição oferece aos visitantes a chance de vivenciar a rica história da China e reforça as trocas culturais entre as nações.

A mostra apresenta a ascensão do Império Qin e a unificação da China sob o primeiro imperador, Qin Shihuang. Além dos Guerreiros de Terracota, os visitantes poderão admirar armas, objetos cerimoniais e modelos de carruagens, além de artefatos funerários que pertenciam ao túmulo imperial. Uma seção especial da exposição é dedicada à Dinastia Han Ocidental, destacando objetos encontrados no Mausoléu de Yangling, que ilustram as trocas comerciais da Rota da Seda, bem como aspectos de governança e economia da época.

O diretor-geral do museu, László Baan, revelou que espera que a exposição atraia um grande número de visitantes, possivelmente atingindo a marca de meio milhão, um dos maiores públicos da história do museu.

A curadora Gyorgyi Fajcsak comentou que a exposição proporciona uma oportunidade única para explorar as origens da antiga civilização chinesa. Ela afirmou que os objetos arqueológicos exibidos refletem aspectos fundamentais da cultura chinesa e oferecem uma visão da vida cotidiana nos períodos Qin e Han.

A museóloga sênior Reka Palinka compartilhou sua experiência pessoal com os Guerreiros de Terracota, que viu pela primeira vez em 1988. Ao retornar para a exposição depois de tantas décadas, ela expressou uma nova apreciação pela magnitude e importância desse conjunto arqueológico excepcional.

Com a abertura dessa exposição, Budapeste se destaca como um ponto de encontro cultural, promovendo o intercâmbio entre a rica tradição chinesa e o público europeu.