Duas agentes da primeira divisão do Comando Metropolitano da Polícia de Segurança Pública de Lisboa estão presos desde julho de 2025, acusados de tortura a imigrantes e moradores de rua. As autoridades portuguesas revelaram que os policiais teriam espancado um marroquino e compartilhado imagens das agressões em um aplicativo de mensagens entre colegas.
A investigação foi instaurada após a morte do imigrante, que ocorreu 19 dias depois de ser agredido em uma delegacia. De acordo com o relato da procuradora Felismina Franco, um dos policiais teria batido no homem por horas e o forçado a beijar suas botas, enquanto o outro gritava em inglês: “Bem-vindo a Portugal”. As agressões, segundo a denúncia, eram direcionadas a pessoas vulneráveis, incluindo moradores de rua e deficientes físicos.
Os detalhes do inquérito estão sob sigilo, mas a filial da Anistia Internacional em Portugal informou que um dos agentes responde a 29 crimes, entre eles abuso de poder, tortura e estupro. O outro policial enfrenta sete acusações. A organização também destacou que esse não é um caso isolado, alertando sobre o aumento de episódios de agressão dentro das forças de segurança, tanto na Polícia de Segurança Pública quanto na Guarda Nacional Republicana.
As investigações continuam em andamento, e novos desdobramentos são esperados à medida que mais informações sejam obtidas.
