O Fórum Econômico Mundial lançou recentemente a 21ª edição de seu relatório sobre riscos globais, que foi elaborado com a contribuição de cerca de 1.300 especialistas de diversas partes do mundo. O objetivo desse relatório é identificar os principais riscos econômicos e políticos que podem afetar o mundo nos próximos anos.
Para o curto prazo, que abrange os próximos dois anos, o relatório destaca a “confrontação geoeconômica” como o principal risco. Esse fenômeno é amplamente impulsionado pela postura crescente do governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, que tem adotado uma posição mais agressiva em relação a outros países, incluindo aliados históricos. Em segundo lugar, está a desinformação, que se refere à disseminação de informações falsas ou distorcidas, um problema que tende a se agravar com o avanço da inteligência artificial. O terceiro risco mencionado é a polarização nas sociedades, que está ligada ao aumento da desinformação e cria um ambiente em que as pessoas com diferentes visões políticas se tornam incapazes de dialogar de forma construtiva. Os eventos climáticos extremos e os riscos de conflitos armados formam o quarto e o quinto lugar, respectivamente.
No que diz respeito ao longo prazo, que se refere aos próximos dez anos, os especialistas estão especialmente preocupados com as mudanças climáticas. Os três principais riscos identificados incluem eventos climáticos extremos, a perda de biodiversidade e o colapso de ecossistemas. A desinformação aparece novamente em quarto lugar, enquanto os efeitos negativos da tecnologia de inteligência artificial ocupam o quinto lugar.
As mudanças climáticas são uma preocupação cada vez maior para muitos especialistas, tanto a curto quanto a longo prazo. Apesar disso, algumas lideranças, como a de Trump, mantêm uma postura cética ou até negativa em relação a esses problemas.
Recentemente, surgiram comentários nas redes sociais questionando a existência do aquecimento global, em meio a relatos de temperaturas inusualmente baixas no inverno europeu. No entanto, o aumento da temperatura média global é um fenômeno comprovado. Várias pesquisas, como o Actuaries Climate Index (ACI), que monitora dados sobre temperaturas extremas e seus impactos, indicam uma tendência crescente de mudanças climáticas que têm consequências diretas no meio ambiente e na economia.
Diversos estudos rigorosos estabeleceram conexões entre as mudanças climáticas e suas repercussões sociais e econômicas. Embora o mapeamento dessas questões não seja simples e envolva incertezas, os dados geralmente apontam para efeitos negativos nas economias globais.
Ainda há tempo para que ações sejam tomadas a fim de mitigar esses riscos e evitar consequências ainda mais sérias no futuro.
