Proibição dos Chips H200 da Nvidia nas Importações para a China
Nesta semana, autoridades chinesas informaram aos agentes da alfândega que os chips de inteligência artificial H200 da Nvidia estão proibidos de entrar no país. Essa informação foi confirmada por três fontes que preferiram não ser identificadas devido à sensibilidade do assunto.
Além da negociação nas fronteiras, autoridades também convocaram reuniões com empresas de tecnologia nacionais. Durante esses encontros, as empresas receberam orientações claras para não adquirir os chips, a menos que fosse absolutamente necessário. A severidade da comunicação sugere que, por enquanto, essa restrição se aproxima de uma proibição total, embora feche portas para possíveis mudanças no futuro.
O chip H200 é consideradoo segundo mais poderoso da Nvidia e se tornou um ponto de tensão nas relações entre os Estados Unidos e a China. Existe uma demanda significativa por esses chips entre as empresas chinesas, mas não está claro se a China tem a intenção de banir o produto completamente para favorecer os fabricantes internos, se está reavaliando suas restrições, ou se essa situação fará parte de um jogo de negociação com os EUA.
Recentemente, o governo americano, durante a administração de Donald Trump, havia aprovado a exportação do chip sob certas condições. Nos Estados Unidos, a venda de chips H200 gera polêmica, uma vez que muitos analistas temem que eles possam fortalecer o poder militar da China e diminuir a vantagem norte-americana em tecnologia.
As autoridades chinesas não especificaram os motivos para as novas diretrizes e não indicaram se a proibição é temporária ou definitiva. A Nvidia e órgãos governamentais chineses não comentaram sobre a aplicação das novas regras, especialmente no que diz respeito a pedidos de chips que já estavam em processo de compra.
Segundo informações de um veículo de imprensa, o governo chinês teria alertado as empresas de tecnologia que a aprovação do H200 só seria permitida em casos especiais, como na realização de atividades de pesquisa e desenvolvimento em parceria com universidades. Estão em discussão isenções para esses fins.
Analistas afirmam que essa ação pode ser uma estratégia da China para pressionar os EUA, tendo em vista uma proximidade de uma visita do presidente Biden a Pequim em abril, em busca de um entendimento comercial mais sólido.
Os Estados Unidos já impuseram restrições à exportação de chips avançados para a China em 2022, visando sufocar o avanço tecnológico chinês. No passado, a venda do chip H20 foi inicialmente proibida, mas depois liberada; no entanto, desde agosto, as vendas efetivamente pararam, levando o CEO da Nvidia a declarar que a empresa não detém mais participação no mercado chinês para chips de IA.
Embora o H200 ofereça um desempenho muito superior ao H20, as empresas chinesas desenvolveram seus próprios processadores, mas ainda existem desafios em competir com a Nvidia, que é considerado mais eficaz para o treinamento de modelos avançados de inteligência artificial.
Reportagens indicam que empresas de tecnologia na China já solicitaram mais de 2 milhões de chips H200, com um investimento de cerca de US$ 27 mil cada, superando a capacidade da Nvidia, que possui apenas 700 mil chips disponíveis.
A decisão de restringir ou liberar a venda de chips H200 para a China levanta dúvidas sobre quem realmente se beneficiaria. A volta do produto ao mercado chinês traria lucros significativos para a Nvidia e também para o governo dos EUA, que receberia uma taxa sobre as vendas. Por outro lado, a venda desses chips poderia estimular a concorrência interna na China, fazendo com que o país investisse ainda mais em tecnologia própria.
Experts comentam que a China vê essa questão como uma oportunidade de negociação, acreditando que os EUA desejam retomar as vendas de chips de IA. Essa percepção pode motivar Pequim a buscar concessões políticas e comerciais em troca da liberação das importações desses chips.