terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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UE pode criar força militar para substituir tropas dos EUA na Europa

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[email protected] EM 13 DE JANEIRO DE 2026, ÀS 09:24

União Europeia Avalia Criação de Força Militar Conjunta

Os países da União Europeia (UE) estão considerandos a formação de uma força militar conjunta que poderia, no futuro, substituir as tropas americanas na Europa. A proposta foi apresentada pelo Comissário Europeu da Defesa, Andrius Kubilius, durante uma conferência sobre segurança em Estocolmo, na Suécia.

Kubilius sugere o estabelecimento de um “exército europeu permanente”, com aproximadamente 100 mil soldados. A ideia é fortalecer a defesa coletiva da Europa e diminuir a dependência das forças dos Estados Unidos, que atualmente têm cerca de 100 mil soldados no continente, principalmente sob o comando da OTAN.

Durante seu discurso, Kubilius levantou a questão de como substituir a presença militar permanente dos Estados Unidos, que é fundamental para a segurança da Europa. Ele enfatizou a necessidade de uma União Europeia mais unida e independente em questões de defesa.

Cenário de Segurança e Desafios

A proposta acontece em um cenário de preocupações crescentes entre os aliados europeus sobre o compromisso dos Estados Unidos com a segurança do continente. Recentes declarações do presidente americano geraram incertezas sobre a continuidade da presença militar dos EUA na Europa.

Analistas indicam que a ideia de formar uma força armada europeia ganhou impulso após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. A situação provocou uma reflexão sobre a necessidade de uma cooperação militar mais robusta entre os países da UE e uma redução de suas vulnerabilidades estratégicas. No entanto, a proposta enfrenta desafios, pois alguns países membros hesitam em abrir mão do controle sobre suas forças armadas.

Propostas Adicionais de Kubilius

Além da criação de uma força militar conjunta, Kubilius propôs o estabelecimento de um “Conselho de Segurança Europeu”. Esse órgão, que contaria com membros permanentes e rotativos, possivelmente incluindo o Reino Unido, teria como objetivo facilitar decisões mais ágeis sobre defesa coletiva. Uma das prioridades do conselho seria abordar questões ligadas ao conflito na Ucrânia e elaborar uma resposta mais eficaz da União Europeia à agressão russa.

Perspectivas Futuras

Especialistas afirmam que a discussão sobre um exército europeu não é nova, mas ganhou força nas últimas décadas, especialmente com a eclosão de tensões no cenário internacional. Essa iniciativa se alinha a esforços mais amplos de integração na política de defesa da UE, que já possui mecanismos como a Política Comum de Segurança e Defesa (CSDP) e programas de cooperação militar entre os Estados-membros.

Contudo, a implementação de uma força armada europeia exigirá um amplo consenso político e mudanças significativas nas instituições da UE, além de uma coordenação com a OTAN, que continua sendo a principal aliança militar da região.

Nos próximos meses, o assunto deve ganhar mais destaque, à medida que os líderes europeus se preparam para debater a arquitetura de segurança do continente, em um cenário global cada vez mais incerto.

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