Pesquisadores fizeram um importante avanço no campo da energia com reatores de fusão nuclear. Para isso, eles gerenciaram cuidadosamente a interação do plasma, um estado da matéria crucial para o funcionamento dos reatores, com as paredes do equipamento. Essa interação é complexa e exige um controle preciso de várias condições.
Dentre os parâmetros controlados, dois se destacam: a pressão inicial do gás combustível utilizado e o aquecimento do plasma por meio de um método chamado ressonância ciclônica de elétrons. Esses ajustes permitiram que os cientistas mantivessem o plasma em uma condição estável, mesmo em densidades extremas, entre 1,3 e 1,65 vezes acima do que é conhecido como Limite de Greenwald. Este limite é uma referência importante para o funcionamento seguro e eficiente dos tokamaks, tipos de reatores de fusão.
Para entender melhor, é importante mencionar que, em situações normais, a faixa de operação de um tokamak varia entre 0,8 e 1. Isso significa que a pesquisa alcançou um desempenho significativamente maior do que o comum, o que pode abrir novas possibilidades para o desenvolvimento de uma fonte de energia limpa e sustentável.
Esse progresso na fusão nuclear é considerado um passo importante para a energia futura, devido ao seu potencial de oferecer uma alternativa viável aos combustíveis fósseis, reduzindo assim os impactos ambientais e contribuindo para a sustentabilidade energética. A pesquisa continua, com o objetivo de explorar ainda mais as capacidades do plasma e otimizar o funcionamento desses reatores.