domingo, 11 de janeiro de 2026
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Maior iceberg do mundo pode colapsar, alerta Nasa

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[email protected] EM 10 DE JANEIRO DE 2026, ÀS 19:24

A Nasa apresentou recentemente uma imagem preocupante do iceberg A-23A, o maior do mundo, que está no Oceano Atlântico Sul, entre o leste da América do Sul e as ilhas Geórgia do Sul. A imagem mostra que esse enorme bloco de gelo pode estar prestes a se desintegrar.

O A-23A se desprendeu da Antártida em 1986. Na época, ele tinha aproximadamente 4 mil km², o que é mais do que o dobro da área da cidade de São Paulo. Atualmente, após várias perdas de massa ao longo dos anos, ele reduziu para cerca de 1.181 km², um tamanho similar ao do município do Rio de Janeiro.

No dia 26 de dezembro, a Nasa capturou uma imagem de satélite que revela partes do iceberg encharcadas, com extensas poças de água azul de derretimento na superfície. Na sequência, um astronauta a bordo da Estação Espacial Internacional registrou uma foto mais próxima, mostrando poças ainda maiores.

As áreas onde se observa a água azul são possivelmente resultado de um processo contínuo de desintegração do gelo. Segundo especialistas, a água acumulada nas fissuras empurra as bordas do iceberg, provocando mais rachaduras no gelo. Além disso, uma linha branca fina visível ao redor da borda externa do iceberg sugere que ele está retendo a água derretida, evidenciando o padrão de desintegração do gelo.

Os cientistas também notaram uma fissura que pode estar relacionada ao que um especialista descreve como “uma explosão”. Isso acontece quando a pressão da água acumulada no topo do iceberg faz com que as bordas se rompam, permitindo que a água derretida se espalhe para a superfície do mar.

As observações feitas pelos pesquisadores indicam que o A-23A pode estar a poucos dias ou semanas de se desintegrar completamente. Um especialista prevê que o iceberg não conseguirá sobreviver até o final do verão no Hemisfério Sul. Ele está se movendo em direção a águas com temperatura de cerca de 3 graus Celsius, o que acelera sua erosão.

Historicamente, o A-23A teve uma trajetória considerada longa, já que ficou encalhado em águas rasas do Mar de Weddell por mais de 30 anos. Em 2020, ele se soltou e, durante algum tempo, ficou preso em um vórtice oceânico, mas depois conseguiu se mover para o norte, quase colidindo com a ilha Geórgia do Sul, e acabou se fragmentando rapidamente.

Cientistas que acompanharam o iceberg durante sua “vida” expressaram sentimentos mistos em relação à possibilidade de seu desaparecimento. Eles ressaltaram a importância dos recursos de satélite que permitiram observar a evolução do A-23A de perto, e lamentaram que esse grande bloco de gelo, que teve um percurso notável, em breve deixará de existir.

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