Presidente Ucraniano Clama por Ação Internacional Após Ataque com Míssil Hipersônico
Na madrugada de 9 de janeiro de 2026, a Rússia lançou um ataque contra a Ucrânia utilizando o míssil hipersônico Oréshnik. O ataque resultou em pelo menos quatro mortes e 24 feridos, conforme informações das autoridades locais. A situação alarmou a população, que se viu sob a ameaça de novos bombardeios, com a presença de bombardeiros russos sendo confirmada no espaço aéreo ucraniano.
De acordo com o Ministério da Defesa russo, a ofensiva foi uma resposta a um suposto ataque de drone ucraniano contra a residência do presidente Vladimir Putin, ocorrido no mês anterior. No entanto, tanto a Ucrânia quanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, refutaram essa justificativa, alegando que a Rússia estava buscando um pretexto para justificar sua agressão.
Diversos bairros da capital, Kiev, foram atingidos, resultando na interrupção do fornecimento de água e energia elétrica em várias áreas. Durante o ataque, um médico perdeu a vida em um prédio residencial, que foi bombardeado enquanto ele prestava atendimento em uma emergência. Em outro incidente, um drone caiu no telhado de um edifício de apartamentos no distrito de Desnyanskyi, e os andares inferiores de outro prédio na mesma área foram seriamente danificados.
Na cidade de Lviv, situada no oeste do país, um míssil hipersônico atingiu instalações de infraestrutura pouco antes da meia-noite. Este ataque coincide com o alerta feito pelo presidente ucraniano Volodimir Zelensky, que havia destacado a possibilidade de uma ofensiva em larga escala por parte da Rússia.
Após o bombardeio, Zelensky fez um apelo à comunidade internacional, enfatizando a necessidade de uma resposta clara, especialmente dos Estados Unidos. “O mundo deve reagir. Principalmente os EUA, que são levados a sério pela Rússia”, afirmou nas redes sociais. Ele observou que a Rússia precisa entender que deve priorizar a diplomacia e que deve sentir as consequências de suas ações agressivas.
O míssil Oréshnik, que significa “avelã” em russo, foi testado pela primeira vez contra um alvo na Ucrânia em novembro de 2024. Putin se orgulhou das capacidades desse armamento, que pode alcançar velocidades de até Mach 10, tornando-se virtualmente impossível de ser interceptado. Além de ter a capacidade de causar danos consideráveis em um ataque convencional, o Oréshnik também pode carregar ogivas nucleares.
O presidente russo já avisou que a Rússia poderia utilizar o míssil hipersônico contra nações que apoiam a Ucrânia em sua luta, enfatizando a gravidade da situação e os riscos envolvidos para a região e o mundo.