sexta-feira, 09 de janeiro de 2026
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Rússia apoia China em possível conflito militar com Taiwan

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[email protected] EM 8 DE JANEIRO DE 2026, ÀS 05:54

Rússia Apoia China em Potencial Conflito com Taiwan

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou em uma recente entrevista que o país apoiará a China em um possível conflito relacionado a Taiwan. Ele enfatizou que a questão de Taiwan é interna à China e que Pequim tem o direito de proteger sua soberania e integridade territorial.

As declarações de Lavrov ocorrem em meio a um aumento das tensões na região, com alertas de autoridades locais e dos Estados Unidos sobre a possibilidade de um confronto militar. Nas últimas décadas, Taiwan tem sido um ponto sensível nas relações entre os EUA e a China, sendo que Pequim considera a ilha parte de seu território e não descarta o uso de força para reintegrá-la.

Lavrov baseou suas declarações em um acordo de longa data entre Rússia e China, conhecido como “Tratado de Boa Vizinhança, Amizade e Cooperação”, assinado em 2001. Esse tratado estabelece compromissos de cooperação política, econômica e de segurança entre os dois países. O ministro ressalta que um dos princípios fundamentais do tratado é o apoio mútuo nas questões de integridade territorial.

Apesar de não discutir diretamente os planos militares dos EUA em relação a Taiwan, Lavrov reafirmou que a Rússia vê a situação como uma questão de soberania chinesa, alinhando-se à posição de Pequim no que diz respeito a Taiwan.

Nos últimos anos, a China intensificou exercícios militares ao redor de Taiwan, como parte de sua estratégia para mostrar força na região. Em resposta, os Estados Unidos aumentaram sua presença militar e a cooperação com aliados locais, mantendo uma política de “ambiguidade estratégica” que reconhece diplomaticamente Pequim, mas também fornece armamentos a Taiwan.

Com o respaldo russo, a crise entre China e Taiwan pode tomar uma nova direção, complicando esforços internacionais para reduzir as tensões e evitar um possível conflito. A reação de Moscou pode influenciar a dinâmica geopolítica da região, mesmo que o país não esteja diretamente envolvido nas tensões entre os lados do estreito.

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