Nesta quarta-feira, 7 de outubro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Colômbia, Gustavo Petro, realizaram uma conversa telefônica em um momento de crescente tensão entre os dois países. A relação entre as nações se deteriorou ainda mais após a captura de Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela, no último sábado, dia 3.
Trump comentou em sua rede social que foi uma honra dialogar com Petro e destacou que o colombiano entrou em contato para discutir questões relacionadas ao tráfico de drogas e outras divergências entre os países. Ele agradeceu a postura de Petro durante a conversa e expressou interesse em se encontrar pessoalmente com o presidente colombiano em breve, na Casa Branca, em Washington.
Em meio a esse clima tenso, o secretário de Estado dos Estados Unidos está se reunindo com o ministro das Relações Exteriores da Colômbia para negociar possíveis soluções. Em um contexto mais amplo, esta comunicação ocorre em um cenário de crescente preocupação sobre a segurança e a produção de drogas na região, que se tornou um ponto crítico nas relações entre os dois países.
Além disso, nos últimos dias, houve uma mobilização popular na Colômbia, onde centenas de pessoas saíram às ruas em diversas cidades, incluindo Bogotá, Barranquilla e Medellín, para manifestar seu apoio ao país. Com o lema “livre e soberana”, os manifestantes expressaram seu descontentamento com a possibilidade de uma intervenção militar dos Estados Unidos e rechaçaram a ingerência externa em assuntos internos colombianos.
Esse descontentamento foi alimentado por declarações de Trump, que, em uma entrevista durante um voo no Air Force One no dia 4, afirmou que considerava “bem” a possibilidade de uma operação militar na Colômbia, semelhante àquela realizada na Venezuela. Ele também insinuou que o governo de Gustavo Petro poderia não permanecer no poder por muito tempo. A crise entre Trump e Petro teve início em 2025, após o presidente colombiano barrar a chegada de voos norte-americanos com imigrantes deportados, levando os Estados Unidos a considerar sanções ao país.
Esse conjunto de eventos e declarações volumosas demonstra uma fase delicada nas relações entre as nações, com implicações diretas para a segurança e a estabilidade na Colômbia e na região.