03/03/2026
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Incerteza sobre carne bovina do Brasil na cota da China 2026

O governo brasileiro ainda não tem certeza se a carne bovina que está a caminho da China será incluída nas novas cotas de importação anunciadas por Pequim recentemente. A informação foi repassada por Herlon Brandão, chefe do departamento de estatísticas do Ministério do Comércio.

Ele destacou que a quantidade de carne bovina brasileira em trânsito é considerada “pequena” em comparação às cerca de 1,5 milhão de toneladas que o Brasil exportou para a China no último ano. A China recebeu aproximadamente metade das exportações totais do Brasil, que alcançaram um recorde de mais de 3 milhões de toneladas em 2025.

Recentemente, o governo chinês impôs uma tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina que excedem as cotas estabelecidas para fornecedores importantes, como Brasil, Austrália e Estados Unidos. Essa medida visa proteger a produção interna de carne bovina na China.

Os especialistas do setor de carne bovina no Brasil expressam preocupação com a incerteza em relação às novas regras. Segundo informações do Sindifrigo-Mato Grosso, as autoridades chinesas informaram que o cálculo da cota levará em conta apenas as entradas efetivas de carne no país a partir de 1º de janeiro de 2026, desconsiderando contratos assinados anteriormente e produtos que já estejam em trânsito.

Caso essa interpretação se confirme, o Brasil poderá ter que descontar cerca de 350.000 toneladas de sua cota designada para 2026. Essa quantidade refere-se a cargas que estão retidas nos portos chineses aguardando liberação, além de produtos que já estão em trânsito ou armazenados nos portos brasileiros.

O Ministério da Agricultura do Brasil não se pronunciou sobre as preocupações levantadas pelo setor até o momento. Em 2025, cerca de 53% das exportações de carne bovina do Brasil foram destinadas à China, gerando uma receita aproximada de US$ 8,8 bilhões.

Pequim estabeleceu uma nova cota de importação para a carne bovina brasileira, que será de 1,106 milhão de toneladas em 2026, aumentando gradualmente para 1,128 milhão de toneladas em 2027 e 1,151 milhão de toneladas em 2028.