Manoel Carlos, um ícone da teledramaturgia, enfrenta controvérsias após sua morte
Manoel Carlos, renomado autor de novelas, faleceu aos 92 anos no dia 10 de janeiro de 2026. Ele estava afastado da televisão há cerca de uma década, mas essa não era a sua intenção.
Ao longo de sua carreira, ele criou várias obras para a rede Globo e chegou a apresentar projetos promissores. Um destaque foi a proposta de continuar a minissérie “Presença de Anita”, que fez muito sucesso em 2001. Além disso, tentou adaptar outra minissérie chamada “Castelo de Areia”, inspirada no aclamado filme “Um Lugar ao Sol”, que aborda a ambição de escalar na vida a qualquer custo. Infelizmente, suas ideias foram arquivadas e não se concretizaram.
Manoel Carlos desistiu de escrever novelas tradicionais após a exibição de “Em Família”, sua última obra que foi ao ar em 2014. Essa novela apresentou um enredo que retratava a relação complicada entre mães e filhas, com Julia Lemmertz interpretando a mais recente protagonista Helena. Essa foi a nona versão da personagem, que já tinha sido vivida por outras atrizes, incluindo Lilian Lemmertz em “Baila Comigo”, de 1981. Contudo, “Em Família” não agradou ao público e registrou uma queda de 6 pontos na audiência, levando a emissora a encurtar a novela em cerca de 40 capítulos.
Em setembro de 2025, surgiu uma informação de que a família de Manoel Carlos estava processando a Globo. O motivo seria a falta de clareza da emissora em relação aos pagamentos referentes aos direitos autorais das obras do autor.
Após contribuir com 13 novelas e várias minisséries, a relação de Manoel Carlos com a emissora, onde ganhou grande reconhecimento, encerrou-se de forma conturbada. Essa situação levanta questões sobre o tratamento dado a respeitados autores da teledramaturgia brasileira.