Em outubro de 2025, a China emitiu um total de 370 milhões de certificados de eletricidade verde, um tipo de credencial que representa a geração de energia a partir de fontes renováveis, como a energia solar, eólica e biomassa. Com essa nova emissão, o total acumulado de certificados nos primeiros 10 meses do ano alcançou 2,478 bilhões, conforme dados oficiais da Administração Nacional de Energia (ANE).
Do total de certificados emitidos em outubro, 158 milhões foram classificados como negociáveis, o que corresponde a 42,61% do total emitido no mês. As transações de certificados se mostraram ativas, com 66,7 milhões de unidades trocando de mãos em diversas regiões do país. Desde janeiro até outubro, o volume total de negociações chegou a 596 milhões.
O sistema de certificados de eletricidade verde foi introduzido na China como um programa piloto em 2017, e em dezembro de 2023, a ANE lançou o primeiro lote oficial de certificados. Essa iniciativa é uma parte importante da estratégia da China para promover o uso de energias renováveis e reduzir as emissões de carbono.
No contexto energético global, as principais fontes de energia na China e no Brasil têm suas particularidades. No Brasil, a matriz elétrica é dominada por energia hidrelétrica, que representa a maior parte da produção. Além disso, as fontes de energia eólica e biomassa também têm um papel significativo. Em 2023, as energias renováveis alcançaram 49,1% da Oferta Interna de Energia do Brasil, com 55% da matriz elétrica proveniente de hidrelétricas, 14,8% de energia eólica, e 8,4% de biomassa. Embora a energia solar ainda represente uma parte menor, seu crescimento tem sido notável, sofisticando a participação na matriz elétrica e superando os 55 gigawatts de potência instalada.
Esse cenário reflete um aumento da demanda por energias mais limpas em ambos os países, em busca de soluções mais sustentáveis para a produção de energia.