segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Notícias de última hora

China afirma que EUA não têm controle sobre o petróleo da Venezuela

editorial@mundodasnoticias.net
[email protected] EM 12 DE JANEIRO DE 2026, ÀS 20:53

O governo da China criticou nesta segunda-feira as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o controle da exportação de petróleo da Venezuela. Segundo autoridades chinesas, os países da América Latina e do Caribe têm o direito de decidir suas relações econômicas de forma soberana.

Durante uma coletiva de imprensa, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, respondeu a Trump, que havia se reunido com executivos de grandes companhias de energia. Ela afirmou que, independentemente da situação, a China continuará a aprofundar sua cooperação com países da região, incluindo a Venezuela, com foco no desenvolvimento conjunto.

As declarações de Trump surgiram após ele ter defendido uma intervenção direta no setor petrolífero da Venezuela, sugerindo que o acesso ao petróleo do país por China e Rússia deveria ser supervisionado pelos Estados Unidos. Autoridades americanas afirmam que pretendem condicionar o apoio econômico à Venezuela à ruptura de relações com países como China, Rússia, Irã e Cuba, além de exigir que a produção de petróleo seja feita exclusivamente por empresas americanas.

A crítica da China se intensificou após uma operação militar dos Estados Unidos que levou à captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Desde então, o governo chinês tem sido mais contundente em suas críticas às ações dos EUA na região.

O presidente Xi Jinping manifestou preocupação com práticas que ele qualificou de unilaterais e intimidadoras, alertando que essas ações prejudicam a ordem internacional. O Ministério das Relações Exteriores da China classificou as exigências dos EUA como uma violação do direito internacional.

Em termos econômicos, a China é o maior comprador do petróleo venezuelano e um dos principais credores do país, com investimentos estimados em cerca de 18 bilhões de dólares. Embora o petróleo da Venezuela represente uma parte pequena das importações totais da China, as empresas estatais de ambos os países mantêm parcerias estratégicas no setor energético.

Por fim, a China defende que a crise na Venezuela seja discutida em fóruns multilaterais, como o Conselho de Segurança da ONU, e rejeita soluções militares ou pressões externas, apostando no diálogo como forma de alcançar a estabilidade no país.

Receba conteúdos e promoções