As discussões sobre o uso mais amplo do euro no comércio internacional têm ganhado atenção nas autoridades europeias. Especialistas apontam que essa movimentação demonstra um interesse crescente em consolidar a moeda como uma opção viável no cenário global.
O que são linhas de liquidez?
Os bancos centrais possuem dois principais mecanismos para emprestar dinheiro entre si. O primeiro é o sistema de swap, onde as instituições trocam moedas. O segundo é conhecido como linha de recompra, que permite que um banco central forneça liquidez a outro em troca de garantias.
Atualmente, o Banco Central Europeu (BCE) possui acordos permanentes e ilimitados com instituições como o Federal Reserve dos Estados Unidos, o Banco do Canadá, o Banco da Inglaterra, o Banco Nacional Suíço e o Banco do Japão. Além disso, há acordos permanentes, mas limitados, com os bancos centrais dinamarqueses e suecos. O BCE também mantém um crédito com o Banco Popular da China, que tem restrições tanto em volume quanto em duração.
Outros bancos centrais que necessitam de liquidez em euros podem acessar linhas de recompra conhecidas como EUREP. Essas linhas permitem que países como Hungria, Romênia, Albânia, Andorra, São Marinho, Macedônia do Norte, Montenegro e Kosovo emprestem euros em quantidades limitadas e por períodos específicos, desde que ofereçam garantias de alta qualidade em euros.
Entretanto, essas linhas de liquidez atualmente estão inativas desde o início de janeiro de 2024. Mesmo durante o auge da pandemia de Covid-19, a utilização desses mecanismos atingiu apenas 3,6 bilhões de euros, o que ilustra uma baixa demanda por esse tipo de ajuda financeira nos últimos tempos.